domingo, 27 de fevereiro de 2011

um desassossego sempre crescente e sempre igual (F. Pessoa)

Paula Rego
"Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa; uma impaciência da alma consigo mesma, como com uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual. Tudo me interessa e nada me prende."

(Fernando Pessoa in: Livro do desassossego. Ed. Companhia de Bolso, p.49)

9 comentários:

  1. Portugal não podia estar melhor representado!
    Aplausos

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  2. Impaciência da alma. Eu dava tudo pra ter escrito isso.

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  3. O livro do desassossego de Pessoa é sem duvida um dos melhores livros que já li. Parabéns pelo bom gosto. Abraço.

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  4. O desassossego ser sempre igual parece até ironia, né? Mas é crescente e sempre...

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  5. Tive uma vontade louca de ler esse livro agora.
    Tia, há livros e livros, mas você conhece e ainda melhor, mostra os mais encantáveis.

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  6. Concordo com Côvo. Pessoa arrebenta nas analogias, poucos fazem igual se o fazem! Demais!

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  7. "Só tenho tempo pras manchetes no metrô
    E o que acontece na novela
    Alguém me conta no corredor
    Escolho os filmes que eu não vejo no elevador
    Pelas estrelas que eu encontro
    Na crítica do leitor
    Eu tenho pressa
    E tanta coisa me interessa
    Mas nada tanto assim
    Só me concentro em apostilas
    Coisa tão normal
    Leio os roteiros de viagem
    Enquanto rola o comercial
    Conheço quase o mundo inteiro
    Por cartão postal
    Eu sei de quase tudo um pouco
    E quase tudo mal
    Eu tenho pressa
    E tanta coisa me interessa..."

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  8. Sempre em desassossego essa alma inquieta.

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