A tristeza e o acúmulo de mágoas pormenorizadas, enquanto a verdadeira raiva ainda estava por vir.
Ian McEwan in: A balada de Adam Henry.
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quarta-feira, 8 de julho de 2015
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
terça-feira, 25 de junho de 2013
ondas renovadas e repentinas
"(...) sentou-se em silêncio (...), em estado de profunda felicidade. Descobria que ficar apaixonado não era uma condição estável, mas uma série de ondas renovadas e repentinas, e (...)passava por uma agora."
(Ian McEwan in: Na praia. Ed. Companhia das Letras, p. 98)
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Inominável
"O assunto permanecia entre os dois sólido como um acidente geográfico, uma montanha, um cabo. Inominável, inevitável."
(Ian McEwan in: Na praia. Ed. Companhia das Letras, p. 108)
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(Ian McEwan in: Na praia. Ed. Companhia das Letras, p. 108)
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
desbastando as arestas ásperas e as passagens difíceis
"(...) e pensou tudo de novo, desbastando as arestas ásperas e as passagens difíceis, as pontes de ligação que se erguiam acima de suas próprias dúvidas, assim foi aperfeiçoando seu argumento, e, enquanto o fazia, sentiu a ira avolumar-se de novo. Esta chegava ao ápice, e não faria sentido dizê-la."
(Ian McEwan in: Na praia. Ed. Companhia das Letras, p. 106)
sábado, 1 de outubro de 2011
Por não atropelar as palavras, ela soava desgraçadamente animada
"No seu nervosismo, passou a falar mais depressa, embora suas palavras fossem enunciadas precisamente. Como um patinador sobre o gelo fino, ela acelerava para evitar o afogamento. Disparava com frases, como se bastasse a velocidade para fazer sentido, como se também pudesse propelilo além das contradições, girá-lo com tal rapidez em torno da curva de suas intenções que já não lhe restaria objeção a que se agarrar. Por não atropelar as palavras, ela soava desgraçadamente animada, quando na verdade, estava perto do desespero."
(Ian McEwan in: Na praia. Ed. Companhia das Letras, p. 118-119)
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
uns fragmentos, apenas
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
...
“(…) passava os dias numa disposição de sala de espera, impaciente pelo início de sua vida.”
(Ian McEwan in: Na praia. Ed. Companhia das Letras, p. 44)
(Ian McEwan in: Na praia. Ed. Companhia das Letras, p. 44)
domingo, 14 de agosto de 2011
se imaginava agarrada àquele momento
"Tentava não pensar no futuro imediato, nem no passado, e se imaginava agarrada àquele momento, ao precioso presente, como um alpinista sem cordas num penhasco, a esmagar o rosto contra a pedra, sem coragem de se mexer."
(Ian McEwan in: Na praia. Ed. Companhia das Letras, p. 86)
(Ian McEwan in: Na praia. Ed. Companhia das Letras, p. 86)
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
nunca acreditou realmente que palavras duras pudessem ser desditas ou esquecida
"Sabia muito bem que as pessoas costumavam brigar, até mesmo tempestuosamente, e depois faziam as pazes. Mas não sabia como começar, simplesmente não tinha jeito para isso, para a alteração capaz de aliviar as tensões, e nunca acreditou realmente que palavras duras pudessem ser desditas ou esquecidas. O melhor era manter as coisas simples."
(Ian McEwan in: Na praia. Ed. Companhia das Letras, p. 43)
(Ian McEwan in: Na praia. Ed. Companhia das Letras, p. 43)
domingo, 31 de julho de 2011
até ela ser apenas um ponto borrado, desaparecendo na estrada
"Quando pensava nela, parecia-lhe surpreendente que tivesse deixado aquela garota com seu violino ir embora. (...) É assim que todo um curso de uma vida pode ser desviado - por não se fazer nada. Na praia de Chesil, ele poderia ter gritado o nome de Florence, poderia ter ido atrás dela. Em vez disso, ele permaneceu num silêncio frio e honrado, na penumbra do verão, a observá-la em sua precipitação ao longo da orla, o som do seu avanço difícil perdendo-se entre o das pequenas ondas a quebrar na praia, até ela ser apenas um ponto borrado, desaparecendo na estrada estreita e infinita de seixos bilhando sob a luz pálida."
(Ian McEwan in: Na praia. Ed. Companhia das Letras, p. 128)
(Ian McEwan in: Na praia. Ed. Companhia das Letras, p. 128)
quarta-feira, 27 de julho de 2011
toi, toi, toi, toi... pelo escárnio que ela ouviu em todos aqueles repetidos "você"
"Ela ouviu a si mesma dizer tranquilamente: "Eu reconheço o fracasso quando o vejo". Mas não era o que queria dizer, essa crueldade nada tinha a ver com ela. Era apenas o segundo violino respondendo ao primeiro, uma defesa retórica provocada pela brusquidez, pela precisão do ataque dele, pelo escárnio que ela ouviu em todos aqueles repetidos "você". Quanta acusação ela devia suportar num pequeno discurso?"
(Ian McEwan in: Na praia. Ed. Companhia das Letras, p. 111)
(Ian McEwan in: Na praia. Ed. Companhia das Letras, p. 111)
sábado, 23 de julho de 2011
agarrando pensamentos
"Sentia a tração de emoções contrárias, precisava se agarrar aos meus melhores e mais ternos pensamentos em relação a ela, senão achava que podia sucumbir, simplesmente entregar os pontos."
(Ian McEwan in: Na praia. Ed. Companhia das Letras, p. 103)
(Ian McEwan in: Na praia. Ed. Companhia das Letras, p. 103)
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