segunda-feira, 14 de março de 2011

como um náufrago (Proust)


“Afastou-se, e eu continuei no meu isolamento como um náufrago que por um instante julga aproximar-se o navio que desaparece no horizonte sem deter-se.”

(Marcel Proust in: Em busca do tempo perdido vol. 2 - À sombra das raparigas em flor.Tradução de Mario Quintana. Ed. Globo, p. 316)

9 comentários:

  1. Eita angústia. A intensidade e o modo de Proust narrar, descrever o quase indescritível, é inebriante. Ainda não li o Raparigas em flor, mas Proust é um projeto para ler toda sua obra durante um ano! Andressa, gostei da observação sobre Chesterton

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  2. Lindo e nostálgico.

    Beijos, amada!
    Uma semana de luz

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  3. Achei isso nota mil...até porque, se parece comigo.

    BeijooO*

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  4. Sintoma de paciente neurótico que chamamos de obsessivo. Abraço Cynthia.

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  5. Conheço muitos náufragos. Eu mesma sou náufraga de uma viagem sem fim. Busco o encontro no desencontro. Interessante essa descoberta aqui.

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