sexta-feira, 22 de julho de 2011

Charles Bukowski: Velho Safado e beberrão

Escritor alemão naturalizado norte-americano (1921-94) é lembrado – para além de sua obra – por seu apelido, que ele próprio deu a si: Velho Safado. Alcoólatra, preguiçoso, mulherengo, imprevisível, Bukowski transformou sua vida louca em literatura (com sucesso).
Charles não foi o único escritor bebum. No entanto, suas histórias sempre gravitavam em torno de garrafas de rum, cerveja, gim, vinho ou outro álcool de má qualidade. Também de má qualidade era sua saúde: problemas de hemorróidas, fígado, rins, pulmões…
Os biógrafos do escritor contam passagens curiosas de sua vida. Uma delas ocorreu em setembro de 1972, quando ele aceitou se apresentar para 800 estudantes em São Francisco. Aceitou pelo dinheiro que ganhou, já que odiava o público. Bukowski bebeu durante o vôo, beu no táxi, bebeu antes de entrar no palco e bebeu durante a apresentação.  Bêbado, leu dois poemas e xingou os alunos que se atreveram pela tamanha audácia de fazer perguntas sobre literatura. Os estudantes retribuíram vaias, gritos e atirando garrafas. A encrenca não acabou por aí.
“No apartamento dos organizadores, logo tratou de acertar um murro em outro escritor mais bêbado que ele, mordeu a orelha de um crítico, ofendeu um fotógrafo e, de quebra, ainda tentou acertar com uma frigideira a cabeça de sua namorada, que, inutilmente, o havia puxado para a cozinha na tentativa de acalmá-lo.” (p. 119)
Os amigos do escritor contam que Bukowski mantinha recortes de jornal sobre os Alcoólicos Anônimos colados perto de sua escrivaninha. De vez em quando ele fazia o teste do AA, com dez perguntas que mostram se alguém precisa de tratamento.  Fazia o teste e comentava com os amigos que não era alcoólatra, pois pararia de beber quando quisesse, nem que fosse por apenas um dia.

Texto: Vanessa Souza Moraes
Fonte: Tavares, Ulisses. Hic!stórias – os maiores porres da história da humanidade. Ed. Panda Books.

5 comentários:

  1. eu não acredito nisto!! tamanha a safadeza. são homens cozinhados nas arcas do deserto e forjados nas estepes do mundo.

    sempre fico de ´´queixo estupefacto´´.

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  2. Hahaha, o velho Buk! Nada de verniz civilizatório pra ele.

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