sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Talvez seja outra coisa


“Ainda hoje não sei se havia amor nessa loucura, mas procuro me dizer que não, isso não é amor, procuro acreditar que o amor é outra coisa, que ele não devasta o corpo dessa maneira, não arranca a pele nem nos deixa tão vulneráveis, a carne à mostra. Procuro acreditar nisso, mas tenho medo de estar enganada. Na verdade, morro de medo, medo de que o amor seja de fato essa dor a nos invadir, a nos devorar o corpo, a alma”.

(A chave da casa, Tatiana Salem Levy, Ed. Record, P. 163)

15 comentários:

  1. Teclando por ai, descobri teu blog e gostei. Voltarei mais vezes, com prazer.

    Bjs

    Runa

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  2. doce ilusão...a marca fica e dilacera e põe em frangalhos seu coração.aquele mesmo coração que vc pensava adormecido, mas que ao menor indício daquela pesoa, dele, e só dele, dói, incha, te sai pela boca, pelos poros pelos olhos.
    penso que não tem cura.

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  3. Adorei o blog! Te sigo contente...

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  4. Similar as idéias do Caio F. Bem intenso. Adorei.

    Ótimo começo de fds o//

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  5. o ámor é sempre aquela outra coisa ou outro,

    beijo

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  6. Olha, às vezes, meu medo caminho pelo outro vértice da questão: e se me convencer de que era amor?

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  7. "amor foge a dicionários e a significados vários" Drummond

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  8. Já estive aí... e acho que ainda estou =/

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  9. Acho que o amor acalma não só representa a dor que nos invade, que nos devora o corpo e a alma.

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  10. porque devora. e rasga a carne...

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