quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Como uma onda no mar


"O que é preciso é não ir demais contra a onda. A gente faz como quando toma banho de mar: procura subir e descer com a onda. Isso é uma forma de lutar: esperar, ter paciência, perdoar, amar os outros. E cada dia aperfeiçoar o dia. Tudo isso está parecendo idiota... Mas até que não é."

(Carta de Clarice Lispector para Elisa e Tânia Lispector – Berna, 12/05/46. Extraído de: Minhas queridas – Clarice Lispector, org. Teresa Montero, Ed. Rocco, p. 118)

8 comentários:

  1. Lembrei-me de uma metáfora comum a várias tradições filosófico-religiosas orientais: devemos ser como o bambu que, diante do vendaval, inclina-se de acordo com a força e a direção do vento, para depois retornar ao seu centro. Sem essa flexibilidade, o bambu se quebraria diante da primeira tormenta.

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  2. é não Clarice. às vezes eu penso assim...

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  3. Gostei... Dá pra refletir muito em cima disso. Um post filosófico, manita.

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  4. Com toda a devoção q tenho por Clarice, parece idiota, sim. E clichê. Há os que só submergem nas ondas... Mas se ela diz que não é, não é. rs

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  5. Interessante como Clarice compara o movimento de subir e descer com a onda com movimentos de luta durante a vida (esperar, ter paciência, perdoar, amar os outros).

    Conclui brilhantemente: E cada dia aperfeiçoar o dia.

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