sexta-feira, 21 de maio de 2010

- Tive alguma chance, alguma vez?

"Luísa não fugiria comigo para Alexandria, nem faria meus domingos mais amenos, nem terminaríamos de mãos dadas como no filme de Carlitos.
- Perdemos todas as chances - ela disse.
- Tive alguma chance, alguma vez?
- Teve - Luísa murmurou, ao me abraçar.
Ao sair, voltou para mim o rosto transtornado por tantas evocações e me acenou, triste, como no tempo em que tudo começou a ficar tão triste entre nós".

(Luísa (Quase uma história de amor), Maria Adelaide Amaral, p. 132)

7 comentários:

  1. ai, que triste o que ão foi mas poderia ter sido...

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  2. a assunção da crise, do erro, da falácia, da ruína nos afectos. extraordinária a forma como é possível lamber-se as feridas lado a lado, mesmo depois do amor; a saliva será sempre o sangue do amor!
    um beijinho!

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  3. Não acredito que o amor acabe.
    Se "acabou" é porque nunca existiu.
    Só demorou a cair a ficha.

    Bjo, moça.

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  4. não consigo encontrar este livro. queria tanto ler...

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  5. ' É natural as pessoas se encontrarem e se perderem'

    Caio F.

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