quarta-feira, 21 de julho de 2010

A ausência é um estar em mim


“Por muito tempo achei que ausência era falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim”.

(Drummond)

9 comentários:

  1. Ninguém pode com ela!
    Que bom!

    Um beijo.

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  2. Vou linkar este post lá na Lua!

    Bjito directamente da Lua

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  3. Trocentas sessões de análise para chegar nisso, de verdade!

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  4. "porque ausência assimilada,
    ninguém a rouba mais de mim”.
    ADORO esse poema.

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  5. Drummond sem dúvida foi um dos maiores poetas do século XX...

    beijos!

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