quinta-feira, 20 de outubro de 2011

de existir no outro para o outro

"Ah!, pensava ela, embora sendo o que sou agora, não vivi inutilmente se um pouco de minha juventude continua vivendo na memória desse homem; e ela pensou em seguida que ali estava uma nova confirmação de sua convicção: todo o valor do homem está ligado a essa faculdade de se superar, de existir além de si mesmo, de existir no outro para o outro."

(Milan Kundera in: Risíveis amores. Ed. Nova Fronteira, p. 154)

6 comentários:

  1. é tão bom estar vivo na lembrança alheia!

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  2. "Embora sendo o que sou agora, não vivi inutilmente se um pouco de minha juventude continua vivendo na memória desse homem."
    Me li. Mas, pouco a pouco, estou desfazendo isso de mim.

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  3. Oi amiga, to de volta...hehehehe! Consegui encontrar nesses bares da vida, sentada num cantinho, palida e triste, a minha inspiração.
    Tomava um martine, e fumava um cigarro, nos olhos uma tristeza indolente lhe deixava a face vazia. Um barzinho mais ou menos, onde o cantor alcoolizado de olhos vermelhos cantava, Não se váaaaaa!. Quando ela me viu, do canto dos seus labios vi surgir um quase sorriso sabe? Daqueles que querem ,mais não querem sorrir?...Tirei ela dali, pelas mãos, a levei pra ver o mar, pra voar, pra sentir o gosto doce de um beijo e o sabor ardente dos desejos.
    Aquela mulher que antes parecia farrapos voltou a se iluminar, jogou o copo fora, apagou o cigarro e voltou pra mim. Estamos nós duas lá no Meu Aconchego.
    Te espero, por lá tá?
    Bjos achocolatados

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  4. E tem gente que ainda vive egoisticamente. Nós gostamos dos deuses, dos super-heróis, e até das múmias, porque eles nos parecem imortais.

    Mas a verdadeira imortalidade, atemporal, está nesse trecho do Kundera. Vivemos pelos outros, as coisas que nós fazemos, tanto da arte poética quanto da arte de viver, acabam nos deixando imortais na vida dos outros.

    Em grego, isso é ágape.

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  5. Vanessa,

    Não sabes a importância, e porque não dizer "o rumo", que o teu blog tem feito na minha vida. No sentido profissional e consequentemente no sentido da minha existência.

    Obrigada.

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