quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sem compreensão


"Me explica, que às vezes tenho medo. Deixo de ter, como agora, quando o vento cessa e o sol volta a bater nos verdes. Mesmo sem compreender, quero continuar aqui onde está constantemente amanhecendo".

(Caio F.)

Vontade de assistir. De novo e de novo.


"Adoro que você sinta frio quando faz 22 graus lá fora.
Adoro que leve uma hora e meia para escolher um sanduíche.
Adoro aquele franzido acima do nariz quando você me olha como se eu fosse um bobo.
Adoro que depois de um dia inteiro com você
eu ainda sinta seu perfume em minhas roupas.
E adoro que você seja a última pessoa com quem quero falar de noite, antes de dormir.
E não é porque eu esteja sozinho e não é por ser Ano Novo.
Vim aqui esta noite porque, quando a gente percebe que quer passar o resto da vida com alguém, quer que o resto da vida comece o mais depressa possível".

(Harry e Sally - Feitos um para o outro, meu filme de cabeceira)

Abri...


"(...) Abri suas cartas, seus recados, seus bilhetes, seus suspiros, sua alma".
(Caio F.)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Bistecas de Porco Texanas - porque hoje eu fui para a cozinha :)


Ingredientes

* 01 kg de Bistecas de porco
* ½ Xíc. de mel
* 01 Cebola picada
* 04 Col. sopa de molho shoyu
* ¼ de xíc. de água
* Cebolinha picada
* Óleo para fritar
* Sal e pimenta


Modo de Preparo

1. Aqueças bem o óleo e frite as bistecas temperadas com sal e pimenta
2. Quando estiverem bem douradas, acrescente a cebola e refogue um pouco.
4. Depois coloque a água, o mel e o molho shoyu e deixe reduzir.
5. Por ultimo acrescente a cebolinha picada
6. Misture tudo muito bem.

Smile


"(...) Só preciso de alguns abraços queridos, a companhia suave, bate-papos que me façam sorrir, algum nível de embriaguez e a sincronicidade: eu e você não acontecemos por uma relação causal, mas por uma relação de significado, que ainda estamos trabalhando". (Caio F.)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Semana Caio F.


"Eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim".

(Caio F.)

domingo, 6 de dezembro de 2009

Várias


"Visto-me para ocasiões, para personagens. Há mulheres em meu armário, penduradas em meus cabides, uma mulher diferente para cada terninho, cada vestido, cada par de sapatos. Acumulo roupas. Minha maquiagem transborda das gavetas do banheiro, e há mulheres diferentes para batons diferentes".

(Dissipada, Marya Hornbacher)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Sempre Caio F.


"Fiquei todo abalado com o teu De braços abertos. Fiquei com perguntas assim: será que isso que a gente chama de amor se passa sempre fatalmente em dois níveis? O da fantasia, da emoção real, poética — e o da realidade que descamba para a agressividade, para a dureza? Por que, na segunda-feira, eles (nós) não revelam a carência do fim de semana e se dizem coisas duras? Realmente, por que, afinal? Se não seria mais fácil se a verdade pudesse fluir? Um pouco mais além: mas será que a verdade poderia mesmo fluir? Será que verdade e fluência não se opõem, contrapõem? E coisas como: amor existe mesmo? Ou só existe o permanecer de braços abertos, como no sonho de Luisa (esse sonho podia perfeitamente ser meu), pronto (a) a receber alguém que nem sequer chega a tomar forma? E quando alguém, no plano real, toma forma, a gente imediatamente projeta toda aquela emoção presa na garganta do sonho. E fatalmente se fode, porque está tentando adequar/ajustar um arquétipo, uma imagem de toda a nossa infinita carência, nossa assustadora sede, a uma realidadezinha infinitamente inferior".

(Caio F. em carta para Maria Adelaide Amaral)

Fragmentos


“Saber que não se escreve para o outro, saber que as coisas que vou escrever não me farão nunca amado por aquele que amo, saber que a escritura não compensa, não sublima nada, que ela está precisamente aí onde você não está - é o começo da escritura".

(Fragmentos de um Discurso Amoroso, Roland Barthes)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Que será que será




O que é - simpatia

Simpatia é um sentimento
que nasce num só momento,
sincero no coração,
são dois olhares acesos
bem juntos, unidos presos
numa mágica atração.

Simpatia são dois galhos
banhados de bons orvalhos
nas mangueiras do jardim
bem longe às vezes nascidos
mas que se juntam crescidos
e que se abraçam por fim.

São duas almas bem gêmeas
que riem no mesmo riso,
que choram nos mesmos ais.
São vozes de dois amantes
duas linhas semelhantes
ou dois poemas iguais!

Simpatia meu anjinho
é o canto do passarinho
é o doce aroma da flor
são nuvens d'um céu de agosto
é o que me inspira teu rosto
Simpatia é quase amor!

(Casimiro de Abreu)

sábado, 28 de novembro de 2009

Objetos parciais


"O fascinante dos objetos parciais, no sentido de órgãos sem corpo, é que eles encarnam o que Freud chamou de pulsão de morte. Precisamos aqui ter muito cuidado. A pulsão de morte não é uma busca budista por aniquilação. “Quero achar a paz eterna”... Não. A pulsão de morte é quase o oposto. Ela representa a dimensão daquilo que, e ficções de terror do tipo das de Stephen King, chamamos de a dimensão do não-morto, dos mortos vivos, algo que permanece vivo mesmo depois da morte. Uma coisa que é, de algum modo, imortal na sua própria mortalidade. Segue em frente, insiste, não podemos destruí-la. Quanto mais você a corta, mais ela insiste e continua viva. Essa dimensão de uma imortalidade diabólica, é o que caracteriza os objetos parciais.
O melhor exemplo para mim é o filme Os Sapatinhos vermelhos, de Michel Powell, sobre uma bailarina. Sua paixão pela dança se materializa nas sapatilhas que a controlam. Elas são literalmente os objetos mortos-vivos".

(The pervert´s guide to cinema, Zizek)

Lei antifumo cria polêmica no Rio

Lei antifumo cria polêmica

No dia 18 de novembro os fumantes devem ter consumido alguns cigarros além de costume, só de raiva. Na data, foi implantada a nova lei antifumo, com a Operação Rio Sem Fumo – que fará fiscalização semelhante à da Lei Seca. Antes disso, por três semanas, fiscais das vigilâncias sanitárias estadual e municipal visitaram bares da cidade, para alertar e orientar sobre a nova lei.

Donos de bares e comerciantes estão se adaptando, sob pena de terem que pagar multas que variam de R$ 3 a R$ 30 mil, acaso seus clientes não sigam as regras do jogo. A lei proíbe fumódromos em ambientes de uso coletivo, público ou privado, incluindo toldos e marquises, mas permite o fumo em espaços isolados do espaço interno – com parede ou divisória que impeça a fumaça de circular. Supõem-se que o projeto arquitetônico de muitos lugares irão mudar. No site Rio Sem Fumo www.riosemfumo.rj.gov.br há uma lista de dúvidas e respostas sobre a lei.

No dia seguinte à implantação da lei, o Sindicato de Bares, Hotéis e Restaurantes (SindRio) obteve limiar para que seus estabelecimentos filiados não necessitem obedecer a lei. Já em São Paulo, onde lei semelhante vigora desde 7 de agosto deste ano, o governo afirma que 95% da população aprovou a medida. O governo também estima que 99,6% dos estabelecimentos está cumprindo a lei.

Contudo, há o outro lado da história – e não, a autora destas linhas não é fumante e nem aprecia cigarros. Uma das questões da proibição é em nome da saúde do outro, o qual desfruta de um “prazer” para o qual o não fumante se nega. Logo, parece ser preciso negar esse prazer ao fumante. Esta perspectiva de intolerância ao prazer do outro, bem aponta sociólogo e filósofo esloveno Slajov Zizek, reitera a situação de intolerância para com o vizinho que sempre parece aproveitar “mais do que eu”. Em nome do Bem, a história mostra-nos péssimos exemplos. De Hitler a Osama todos querem realizar o Bem, negando o preço da liberdade alheia.

Outro argumento é que o sujeito fumante aumenta os custos sociais com a saúde pública. Ele possui a liberdade de consumir algo que lhe é prejudicial. Aliás, consta em qualquer maço de cigarros o aviso do quão maléfico ele é. Pensando na perspectiva dos custos com a saúde, os cardiopatas não poderiam comer carne gorda nas churrascarias, bem assim diabéticos seriam impedidos de comer doces, pois tudo isto gera um maior risco de gastos de saúde. Todas as atividades lícitas: comer doces, carne gorda e fumar. Seria o caso de prendê-los em flagrante ou os obrigar a comer escondido em suas residências?

Equipe Malagueta
Texto:
Vanessa Souza Moraes

Publicado em: http://malaguetacomunicacao.com.br/2009/11/lei-antifumo-cria-polemica/

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A falta


"A falta é, em última análise – ou em todas as análises - falta de ser. O sujeito – desejante – só deseja aquilo que lhe falta. Não existe objeto que dê conta dessa falta. Segundo KEPLER, essa falta, na mulher, por exemplo, pode ser de um filho, um homem, um pênis, dinheiro, sucesso, enfeites. Qualquer objeto que traga a ilusão – nesse caso, a ilusão trata-se de acreditar que a fantasia é real – de tamponar a falta e a angústia, que essa falta vem a provocar, ainda que não a satisfaça. A falta não é de uma coisa ou de outra, é falta de ser.

“O desejo é uma falta do ser com a falta. Essa falta é falta de ser. (...) Essa falta acha-se para além de tudo aquilo que possa apresentá-lo, como reflexo num véu. O desejo, função central de toda a experiência humana, é desejo de nada que possa ser nomeado. E, ao mesmo tempo, fica sendo o nome daquilo que anima o conflito fundamental que se acha no âmago da ação humana. Se o ser fosse apenas o que é, não haveria nem sequer lugar para se falar dele. O ser se põe a existir mesmo em função desta falta. É em função da falta, na experiência do desejo, que o ser chega a um sentimento de si em relação ao ser. Nessa falta de ser, ele se dá conta de que o ser lhe falta e ele se imagina como um objeto a mais e diz: “eu sou aquele que sabe que sou”. Porém, “mesmo que ele saiba que é, não sabe nada daquilo que é”. Eis o que falta em qualquer ser”. (KEPLER,1994, p.59)

(O acontecer obscuro: cercando a histeria e a neurose obsessiva a partir do filme Esse Obscuro Objeto de Desejo, p. 12, Vanessa Souza)

Imagem: Grete Stern.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Meu


"No horror das tragédias gregas a identificação era imediata: - Sim, aquilo pode acontecer comigo!
Elas permitiam que o espectador vivesse suas mais desmedidas paixões. Na concepção trágica, tudo o que é terrível de ser relatado, ou de ver, se passa atrás de uma porta. É quase a Outra Cena".

(O acontecer obscuro: cercando a histeria e a neurose obsessiva a partir do filme Esse Obscuro Objeto de Desejo, Vanessa Souza)