Para quem gosta de Nirvana, especial dos 20 anos de lançamento do Nevermind na MTV Brasil. Na TV agora.
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domingo, 25 de setembro de 2011
e ninguém percebia
"Quase não suportando a si mesmo de tanto amor represado, saía no corredor e dava um berro para o primeiro que visse. As paredes quase oscilavam, e ninguém, mas ninguém percebia que a sua raiva era muito amor bem disfarçado, para que ninguém risse, para que ninguém o olhasse surpreso com a grandeza de seu coração."
(Caio F. in: Inventário do ir-remediável. Ed. Sulinas, p. 101-102)
(Caio F. in: Inventário do ir-remediável. Ed. Sulinas, p. 101-102)
talvez...
"(...) será o silêncio, talvez seja uma queda...".
(Samuel Beckett in: O inominável. Ed. Globo, p. 182)
(Samuel Beckett in: O inominável. Ed. Globo, p. 182)
Festival de literatura na Bahia
Bahia recebe primeira festa literária internacional
Evento reunirá autores locais, nacionais e internacionais numa programação inteiramente gratuita
Entre os dias 11 e 16 de outubro, pela primeira vez a Bahia será palco de uma festa literária. Trata-se da Flica (Festa Literária Internacional de Cachoeira), que acontecerá na cidade que dá nome ao evento. Autores do Brasil e do mundo se encontrarão no Recôncavo Baiano para celebrar a literatura e discutir a cultura brasileira. Todos rodeados pela paisagem natural e pela arquitetura histórica que fazem de Cachoeira um patrimônio artístico e cultural do estado.
Serão 33 convidados que integrarão mesas de debate que discutirão questões como heranças africanas, literatura brasileira, educação, tecnologia e literatura underground. “Serão muitos convidados, pois festa com pouca gente não tem tanta graça. Será no Recôncavo, na Bahia, pois não há melhor lugar no mundo para festejar. Será em outubro, mês das melhores festas. Será por uma semana toda, pois festa boa até tem hora para acabar, mas tem que durar pelo menos uma semana, como o carnaval”, revela o curador do evento, Aurélio Schommer, que foi presidente da Câmara Bahiana do Livro no biênio 2009-2010. Todas as atividades são gratuitas e serão realizadas no auditório da Universidade Federal do Recôncavo (UFRB).
Inscrições
Toda a programação da Flica é gratuita e, para participar, basta se inscrever no site oficial do evento (www.flica2011.com.br).
Fonte: assessoria
Evento reunirá autores locais, nacionais e internacionais numa programação inteiramente gratuita
Entre os dias 11 e 16 de outubro, pela primeira vez a Bahia será palco de uma festa literária. Trata-se da Flica (Festa Literária Internacional de Cachoeira), que acontecerá na cidade que dá nome ao evento. Autores do Brasil e do mundo se encontrarão no Recôncavo Baiano para celebrar a literatura e discutir a cultura brasileira. Todos rodeados pela paisagem natural e pela arquitetura histórica que fazem de Cachoeira um patrimônio artístico e cultural do estado.
Serão 33 convidados que integrarão mesas de debate que discutirão questões como heranças africanas, literatura brasileira, educação, tecnologia e literatura underground. “Serão muitos convidados, pois festa com pouca gente não tem tanta graça. Será no Recôncavo, na Bahia, pois não há melhor lugar no mundo para festejar. Será em outubro, mês das melhores festas. Será por uma semana toda, pois festa boa até tem hora para acabar, mas tem que durar pelo menos uma semana, como o carnaval”, revela o curador do evento, Aurélio Schommer, que foi presidente da Câmara Bahiana do Livro no biênio 2009-2010. Todas as atividades são gratuitas e serão realizadas no auditório da Universidade Federal do Recôncavo (UFRB).
Inscrições
Toda a programação da Flica é gratuita e, para participar, basta se inscrever no site oficial do evento (www.flica2011.com.br).
Fonte: assessoria
sábado, 24 de setembro de 2011
Dos que não temem
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Vicissitudes do desejo
"Porque o desejo divide o sujeito entre quero e não quero. Quero, mas não dou conta."
(Antonio Quinet - na aula de Psicanálise e Teatro do mestrado, hoje)
(Antonio Quinet - na aula de Psicanálise e Teatro do mestrado, hoje)
É que tenho o espírito em outro lugar
"Para dizer a verdade, sejamos ao menos francos, já faz um bom tempo que não sei mais o que digo. É que tenho o espírito em outro lugar. Eis-me desculpado. A partir do momento em que se tem o espírito em alguma parte, tudo é permitido."
(Samuel Beckett in: O inominável. Ed. Globo, p. 69)
(Samuel Beckett in: O inominável. Ed. Globo, p. 69)
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Nesse (maldito) último mês
"Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês".
(Engenheiros do Hawaii in: Eu que não amo você)
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês".
(Engenheiros do Hawaii in: Eu que não amo você)
Pra pensar menos
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| Elegy |
(Philip Roth in: O animal agonizante. Ed. Companhia das Letras, p. 26)
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Isso não pode continuar
"No final do romance, numa palavra que precipitará o suicídio de Werther, Chartlotte (que também tem seus problemas) acaba por constatar que “isso não pode continuar assim”. O próprio Werther poderia ter dito isso, e muito cedo, pois é próprio da situação amorosa ser imediatamente intolerável, passado o deslumbramento do encontro. Um demônio nega o tempo. o amadurecimento, a dialética e diz a cada instante: isso não pode durar!
Entretanto, isso dura, senão para sempre, pelo menos durante muito tempo. A paciência amorosa tem pois como ponto de partida sua própria denegação; ela não se origina nem de uma espera. Nem de um domínio, nem de um artifício, nem de uma coragem; é uma infelicidade que não fica gasta, na proporção da sua acuidade; uma serie de investidas, a repetição (cômica?) do gesto pelo qual eu me significo que decidi – corajosamente! – acabar com a repetição; a paciência de uma impaciência.
(Sentimento razoável: tudo tem jeito – mas nada dura. Sentimento amoroso: nada tem jeito – e no entanto dura.)"
(Roland Barthes in: Fragmentos de um discurso amoroso. P. 132)
Entretanto, isso dura, senão para sempre, pelo menos durante muito tempo. A paciência amorosa tem pois como ponto de partida sua própria denegação; ela não se origina nem de uma espera. Nem de um domínio, nem de um artifício, nem de uma coragem; é uma infelicidade que não fica gasta, na proporção da sua acuidade; uma serie de investidas, a repetição (cômica?) do gesto pelo qual eu me significo que decidi – corajosamente! – acabar com a repetição; a paciência de uma impaciência.
(Sentimento razoável: tudo tem jeito – mas nada dura. Sentimento amoroso: nada tem jeito – e no entanto dura.)"
(Roland Barthes in: Fragmentos de um discurso amoroso. P. 132)
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Nos buracos de silêncio das janelas
Como se houvesse um sentido, seja qual for
"Só tenho de continuar, como se houvesse algo a fazer, algo a começar, algum lugar aonde ir. Tudo se reduz a uma questão de palavras, é preciso não esquecer, eu não esqueci."
(Samuel Beckett in: O inominável. Ed. Globo, p. 85)
(Samuel Beckett in: O inominável. Ed. Globo, p. 85)
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
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