quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Literatura e inconsciente


“O texto literário não produz inconsciente – a não ser no leitor. Como escreveu Lacan, “Hamlet não é um neurótico, ele nos demonstra uma neurose”.

(Deslocamentos do feminino, Maria Rita Kehl)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Como?


"(...) pois como nomear um desejo? Um desejo, o cercamos. Muitas coisas na história dão aqui traço e pista".

(Lacan, O seminário, livro 11: Os Quatro Conceitos Fundamentais da Psicanálise)

No inesperado, o mesmo


"Freud construiu a psicanálise como teoria e técnica de tratamento dos efeitos do recalque. Para ele, todo ser humano teria tido um dia, na vida, uma experiência de satisfação, muitas vezes representada pelo aleitamento, pela presença de alguém, de um corpo, de uma situação que o completava. Ao longo da vida, o sujeito perde essa sensação de bem-estar, quando surgem situações que diferem da primeira e chega uma outra pessoa que não aquela. Ao deparar com o Outro, ele percebe que não é um, que não é inteiro. Por isso já se disse que o neurótico não gosta de inteiro. Diante do inesperado, ele se aferra ao mesmo:
- Você mudou de perfume?
(...) Na neurose acredita-se que vai recuperar algo que se perdeu. Por isso o neurótico pensa que amanhã será melhor, sempre adiando decisões. É, por excelência, o indeciso. Uma vez que decidir implica uma perda, não suporta decidir, procurando alguém que o faça por ele".

(Você quer o que deseja?, Jorge Forbes)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Operação mística

"Sublimem tudo o que quiserem, é preciso pagar com alguma coisa. Essa alguma coisa se chama gozo. Essa operação mística, pago-a com uma libra de carne".

(Lacan. O seminário, livro 7: a ética da psicanálise)

domingo, 22 de novembro de 2009

Sonhar


"Escrever é como sonhar, vem do inconsciente".

(Edna O´Brien, escritora irlandesa)

sábado, 21 de novembro de 2009

De roupa nova!

O blog está de roupinha nova graças ao talento do estudante de psicologia - e designer nas horas vagas - Renato Hemesath.

Obrigada, Renato!

Aproveito para fazer propaganda do blog dele, claro:
http://cinefreud.blogspot.com



RR


"Nem devemos perdoar
Eu não anistiei ninguém"

(Renato Russo, La Maison Dieu, em uma variação do que Freud disse no post abaixo)

Entrevista com Freud


– Sempre me pareceu que a psicanálise desperta em todos aqueles que a praticam o espírito da caridade cristã. Não há nada na vida humana que a psicanálise não nos permita entender. E tudo compreendido é tudo perdoado.
Freud, segundo o repórter, enfureceu-se:
– Pelo contrário. Entender não é perdoar. A psicanálise não apenas nos ensina o que temos de suportar, também ensina o que temos de evitar. Nos diz o que deve ser eliminado. A tolerância do mal não é, de maneira nenhuma, uma consequência do conhecimento.

(Entrevista feita pelo jornalista americano George Viereck, em 1930)

A-D-O-R-O


"Lies are like children. Hard work, but worth it because the future depends on it".
(House)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

...


“A verdade é que o amor nunca foi para mim distração ou prazer, um passatempo, como é para muitos. Foi a minha própria vida. Se eu apagasse da lembrança os pensamentos e ações que tiveram a mulher como fim, não sobraria nada além do vazio”.

(La femme et le pantim, Pierre Louys)



quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Segundo o Andy Mendes, isso é "Bem Caio"


"Amor não é para dar certo não, gente!".

(Beth Lago, no Saia Justa de ontem)

Instante


"Não se deve compreender muito rápido". (Lacan)


Algum ariano poderia acrescentar: "também não é preciso levar a vida inteira".

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

House explica?


House - sexta temporada, episódio 7

Wilson: - E sua vida é simples? Foi até a conferência médica para se acertar com a Cuddy e ela namora uma das duas pessoas que considera seu amigo. Com certeza isso é devastador.

House: - Tive uma pequena atração.

Wilson: - E seu encontro imaginário o levou ao hospital psiquiátrico.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Sobre a histeria


"A histérica é o que a histeria não pode dizer".

(Gerard Wajeman)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Para começar a semana


"Me nego a viver em um mundo ordinário como uma mulher ordinária. A estabelecer relações ordinárias. Necessito do êxtase. Não me adaptarei ao mundo. Me adapto a mim mesma".

(Anais Nïn)