sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Caio - não o Abreu - Martins

"Ô moça,
que faremos nós,
agora
se teu sorriso foi embora?
(...) Quem sabe,
qualquer hora
ela volta.."
(Caio Martins)
PS: O moço destas linhas escreve para os blogs: http://caiovmartins.blogspot.com/e http://prosaeversodeboteco.zip.net/
PS: O moço destas linhas escreve para os blogs: http://caiovmartins.blogspot.com/e http://prosaeversodeboteco.zip.net/
porque não, porque sim

"Porque nada mais sou além de chamar você agora, porque tenho medo e estou sozinho, porque não tenho medo e não estou sozinho, porque não, porque sim, vem e me leva outra vez para aquele país distante onde as coisas eram tão reais e um pouco assustadoras dentro da sua ameaça constante, mas onde existe um verde imaginado, encantado, perdido. Vem, então, e me leva de volta para o lado de lá do oceano de onde viemos os dois”.
(Caio F.)
O grito
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Sono compartilhado
I believe - ou, ainda: brincando de jogo do contente
Por isso nunca canso de viver
Acreditamos

“Acreditamos naquilo que precisamos, não é? E acreditamos vinte, trinta, quarenta vezes, contra todas as evidências. Vemos o mal como uma nuvem temporariamente pousada sobre a testa de outro, não como uma parte da alma dele. Somos cândidos por desespero, agarramo-nos às paredes da infância com todas as forças”
(Fica comigo esta noite, Inês Pedrosa)
Gosto da ideia de te salvar

“O autocarro salta nos buracos do tamanho de crateras. Assusta-te, agarro-te na mão, agradecendo às crateras o delicioso choque elétrico dos teus dedos, o coração arde-me no peito, digo-te que não tenhas medo, é só uma estrada de terra batida. Gosto da ideia de te salvar, Clara, gostaria de salvar-te de leões, assaltantes, cheias e terramotos. Agarro-te os dedos e penso em ti como se te salvasse”.
(A eternidade e o desejo, Inês Pedrosa)
Devoravas os livros, com as mãos, com os olhos, com o teu corpo

“Vejo-te ler. Devoravas os livros, com as mãos, com os olhos, com o teu corpo. Adormecia em cima deles, na praia, na cama, no sofá, sublinháva-los, acrescentava frases, exclamações. Lias tudo... (...) Tinhas pressa de recuperar o Tolstoi, o Cervantes e o Proust que não te haviam dado a ler na juventude. Misturavas tudo, isso sim. Deleuze e Ruth Rendell. Camilo e Duras e os contos de Tchekov e os ensaios de Montaigne. Até – suprema heresia! – Shakespeare e Berthe Bernage”.
(Fazes-me falta, Inês Pedrosa)
George Bernard Shaw

“[Numa carta à sra. Pat Campbell]
Espero que tenha perdido a sua grande beleza. Porque enquanto ela durar, qualquer idiota poderá adorá-la, e a adoração dos tolos não faz bem à alma. Não, dê-me um corpo em ruínas, um rosto decaído, com dezesseis queixos num latifúndio de pés de galinha, e uma óbvia peruca – e então me terá com toda a força”.
(George Bernard Shaw)
Espero que tenha perdido a sua grande beleza. Porque enquanto ela durar, qualquer idiota poderá adorá-la, e a adoração dos tolos não faz bem à alma. Não, dê-me um corpo em ruínas, um rosto decaído, com dezesseis queixos num latifúndio de pés de galinha, e uma óbvia peruca – e então me terá com toda a força”.
(George Bernard Shaw)
Do filme "Os Desafinados" - assisti esta noite

Quero você
Composição: Newton Mendonça
♫Quero você
Como as praias precisam do mar
Sem ter você
Desespero vendo o tempo passar
Quero teu carinho impossível
Diferente como tudo que vem de você
No infinito dos teus olhos
Encontrarei a paz perdida
Olha p'ra mim
E verá quanta coisa ocultei
Foi triste sim
De saudades mil tormentos passei
Chega pertinho e confessa
Que também sentiu falta de mim
Sei que voltou p'ra ficar
Que, afinal, encontrou seu lugar♫
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Cansavam-me os teus cravos vermelhos

"Desabituara-me de ti. A princípio soube-me bem essa ruptura com o hábito. Dependia demasiado dos teus humores, dos teus sonhos, dessa tua acção inesgotável. Cansava-me depender tanto de ti. Cansava-me que fizesses tanto por mim. Cansavam-me os teus cravos vermelhos, as tuas paixões violentas e velozes, a constância do teu tão certo amor por mim. Eu não sabia viver assim. (...) Esperavas demasiado de mim. Esperavas demasiado da vida. Vivias num sebastianismo de alta rotação que às vezes me exasperava".
(Fazes-me falta, Inês Pedrosa)
(Fazes-me falta, Inês Pedrosa)
Existem os loucos, existem os artistas, existem os caretas

"Os artistas tem milhares de preocupações, é uma pessoa superangustiada. Você vê a vida de uma outra maneira, você é muito mais sensível aos problemas. Têm dias em que eu nem leio o jornal. Só pego, assim, e leio as manchetes principais; porque, se eu ler o jornal, vou ficar superdeprimido e não vou querer sair de casa. Então, eu acho importante que as pessoas tenham contato com outro tipo de realidade, em vez de ficar só naquele mundinho, porque isso ajuda, mostra que o ser humano não é só um tipo de pessoa. Existem os loucos, existem os artistas, existem os caretas".
(Renato Russo em 1985 - Renato Russo de A a Z, as ideias do líder da Legião Urbana)
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