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terça-feira, 15 de outubro de 2013

devoção

Será que ela chegou a me amar um pouco naqueles dois anos? Nunca disse isso, naturalmente, porque seria uma demonstração de fraqueza que ela jamais se perdoaria, nem me perdoaria. Mas creio que chegou à se acostumar com a minha devoção, a sentir-se adulada pelo amor que eu despejava sobre ela com fartura, mais do que se atrevia a confessar a si mesma.

Mario Vargas Llosa in: Travessuras da menina má. Ed. Alfaguara, p.106.

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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

meus

"Nada me importava. Nem mesmo que estivesse enfeitiçada por aquele japonês. O que me apavorava era a ideia de que (...) acabasse destroçada a tiros ou encarcerada numa prisão africana. Mas eu moveria céus e terras para resgatá-la. Porque (...) a cada dia a amava mais. E sempre a amaria, por mais que me traísse por mil fukudas, porque ela era a mulherzinha mais delicada e mais bonita da criação: minha rainha, minha princesinha, minha torturadora, minha mentirosinha (...) meu único amor."

Mario Vargas Llosa in: Travessuras da menina má. Ed. Alfaguara, p.142-143.

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sexta-feira, 22 de março de 2013

literatura em tudo o que vai lhe acontecendo

"A convicção de que a realidade é apenas um material de trabalho manifesta-se, naturalmente, nessa mania de documentação levada por Flaubert a extremos titânicos. (...) Ele converte em literatura em tudo o que vai lhe acontecendo, sua vida inteira é canibalizada pelo romance."

(Mario Vargas Lhosa in: A orgia perpétua - Flaubert e "Madame Bovary". Ed. Francisco Alves, p. 73)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

terça-feira, 26 de junho de 2012

do que marca

O Leitor
"Um punhado de personagens literários marcou minha vida de maneira mais durável que boa parte dos seres de carne e osso que conheci. (...) o personagem literário pode ser ressuscitado indefinitivamente, com o mínimo esforço de abrir as páginas do livro e deter-se nas linhas adequadas."

(Mario Vargas Lhosa in: A orgia perpétua - Flaubert e "Madame Bovary". Ed. Francisco Alves, p. 13)

domingo, 24 de junho de 2012

o que vive e o que olha o outro viver

Albino Duarte Baganha
"(...) no escritor há um desdobramento constante, que nele coexistem dois homens: o que vive e o que olha o outro viver, o que padece e o que observa esse padecimento para usá-lo. Esta duplicidade do romantista, este viver e compartilhar a experiência humana e ao mesmo tempo ser um frio e ambicioso explorador da vida própria e alheia é algo do qual Flaubert teve consciência durante sua viagem ao Oriente."

(Mario Vargas Llosa in: A orgia perpétua - Flaubert e "Madame Bovary". Ed. Francisco Alves, p. 70)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

detalhes tão pequenos

 "(...) e são os pequenos detalhes, somados, que determinam a excelência ou a mediocridade de uma obra artística.".

(Mario Vargas Llosa in: Cartas a um jovem escritor. Ed. Campus, p. 76)