"(...) Ou me quer e vem, ou não me quer e não vem. Mas me diga logo para
que eu possa desocupar o coração. Avisei que não dou mais nenhum sinal
de vida. E não darei. Não é mais possível. Não vou me alimentar de
ilusões. Prefiro reconhecer com o máximo de tranquilidade possível do
que ficar à mercê de visitas adiadas, encontros transferidos. No plano
REAL: que história é essa? No que depende de mim, estou disposto &
aberto. Perguntei a ele como se sentia. Que me dissesse. Que eu tomaria o
silêncio como um não e que também ficaria em silêncio. (...) Anyway, me
dói a possibilidade de um não, me dói a possibilidade de um silêncio,
me dói não saber de que forma chegar a ele, sacudi-lo dizer me olha, me
encara, vamos ou não vamos nessa?".
(Caio F. em carta para Juliana Cantore, 20/05/83 - Caio Fernando Abreu, Cartas, Ed. Aeroplano, organizado por Italo Moriconi)
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
sábado, 25 de junho de 2011
Você compreende e compreende
"Loucura, eu penso, é sempre um extremos de lucidez. Um limite insuportável. Você compreende, compreende, compreende e compreende cada vez mais, e o que você vai compreendendo é cada vez mais aterrorizante - então você "pira". Para não ter que lidar com o horror. "Porque estar vivo, verdadeiramente vivo, é horrível" - já dizia a GH (a reler) de Clarice, remember? Isso me voltou à cabeça ontem à noite".
(Caio F. em carta para Maria Lídia Magliani, 10/09/1991, Caio Fernando Abreu - Cartas, organizado por Italo Moriconi, p. 221)
(Caio F. em carta para Maria Lídia Magliani, 10/09/1991, Caio Fernando Abreu - Cartas, organizado por Italo Moriconi, p. 221)
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sexta-feira, 24 de junho de 2011
nem nada além de ilusões já tão esfarrapadinhas
"Meu amigo, andei tão maus. Uma tristeza que não me largava. (...) Uma sensação de abandono, de solidão sem remédio - conhece o texto? -, de velhice chegando & eu chegando ao fim, sem ninguém nem nada além de ilusões já tão esfarrapadinhas."
(Caio F. em carta para Marcos Breda, 22/04/188, Caio Fernando Abreu - Cartas, organizado por Italo Moriconi, p. 149)
(Caio F. em carta para Marcos Breda, 22/04/188, Caio Fernando Abreu - Cartas, organizado por Italo Moriconi, p. 149)
sábado, 5 de junho de 2010
Só depois

"Tenho pensado (paranóica!) se os dias em que passei aí não foram um suplício para você. Às vezes acontece de só quando um hóspede vai embora a gente se dá conta do quanto estava de saco cheio".
(Caio F. em carta para Gred Hilger, 22-09-93, Caio Fernando Abreu - Cartas, organizado por Italo Moriconi, p. 276)
terça-feira, 1 de junho de 2010
Não conte
sábado, 29 de maio de 2010
fingir que sou normal
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Por dias Stéphanie de Mônaco
domingo, 23 de maio de 2010
Individual/intransferível

"Tua carta me fez muito bem. E muito mal. Compreendo tudo que você diz. São coisas que me digo, também. Mas há uma diferença entre você saber intelectualmente da inutilidade das procuras, da insaciabilidade - vixe, que palavra! - do corpo e conseguir passar isso para o seu comportamento - tornar ato o que é pensamento abstrato. Os caminhos são individuais/intransferíveis".
(Caio F. em carta para Luciano Alabarse, 01-08-84, Caio Fernando Abreu - Cartas, organizado por Italo Moriconi, p. 91)
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Não fique
Posso?
Que os teus também
Tal como ficção
Vontades, assim

"Tive vontade de ir de mansinho até a cozinha e abrir o gás. Talvez matá-lo também? Tive vontade de pegar uma faca na cozinha e enfiar no coração dele, depois no meu. Tive vontades de Maria Bethânia, vontades Maysa, vontades Fassbinder - teatrais, melodramáticas".
(Caio F. em carta para Sérgio Keuchgerian, 27.01.87, Caio Fernando Abreu - Cartas, organizado por Italo Moriconi, p. 148)
Se ficar heavy metal demais, dou o fora

"Melhor levar para o lado do riso do que para o stadenervos, certo? Aí vai, aos trancos, mas vai (...) Recito Fernando Pessoa - "Tudo vale a pena/ se a alma não é pequena", dez vezes ao dia, gasto toneladas de incenso, sacas de sal grosso. E vamos levando. Se ficar heavy metal demais, dou o fora".
(Caio F. 26.03.85, Caio Fernando Abreu - Cartas, organizado por Italo Moriconi, p. 117)
Sem diálogos
domingo, 25 de abril de 2010
anil
sábado, 24 de abril de 2010
Sobre amigos
"Amigos não "são para essas coisas", não. Isso é um clichê detestável, significando quase sempre que amigo é saco de pancadas, é uma espécie de privada onde o outro pode jogar dejetos, detritos imundos e dar descarga. Amigos são para dividir o bem e o mal, mas também para deixarem as coisas sempre limpas entre eles - amigos devem ser solidários".
(Carta de Caio F. para Guilherme de Almeida Prado, Paris - 12.04.94, de Caio Fernando Abreu - Cartas, organizado por Italo Moriconi, p. 295)
Imagem surrupiada do blog da minha Pupila-Amada-Paty
quinta-feira, 22 de abril de 2010
desde o que chamo de The Big Disaster

"S´as que desisti do amor? Que alívio. É um processo que vem se arrastando há uns quatro anos, desde o que chamo de The Big Disaster, agora parece que con-so-li-dou-se. Será que é da idade? Fico ouvindo as pessoas naquele rodenir de ligou?-vou-ligar-não-sei-se-ligo-se-ligar-dizque-saí etc.&etc. e acho de uma pobreza alagoana".
(Caio F. em carta para Magliani, SP - 16.06.92, de Caio Fernando Abreu - Cartas, organizado por Italo Moriconi, p. 235)
terça-feira, 30 de março de 2010
Peculiaridade
sexta-feira, 12 de março de 2010
Espaço Aberto Literatura - Caio F. - que passou esta noite na Globo News

Lindo o programa com a Paula Dip e o Italo Moriconi.
Eu gravei - com o gravador digital. Não vou transcrever agora - sem tempo. Acaso alguém quiser, envio por email o arquivo em Wave - tem 5,75 MB. Se alguém desejar, coloque o e-mail aqui que eu mando.
http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1528289-17665-310,00.html
Entrem no link e assistam!
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