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segunda-feira, 29 de abril de 2013

terça-feira, 9 de abril de 2013

Promoção de “Meninas inventadas”


Promoção de “Meninas inventadas”

A escritora Ana Letícia Leal, autora de “Meninas inventadas” promove um concurso cultural com parceiros amigos.

É super simples. Basta responder, neste post (como comentário) a seguinte pergunta: “Como você se (re)inventou?” e curtir as páginas (se você já curtiu alguma delas, tudo bem)
http://www.facebook.com/meninasinventadas, http://www.facebook.com/EscritaFinaEdicoes,http://www.facebook.com/ceciliamurgeldrawings e http://www.facebook.com/pages/Vem-cá-Luísa/204858299604934.

No dia 04 de maio divulgaremos a melhor frase, escolhida pela escritora. O ganhador leva um exemplar autografado. Participem!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Ela se finge de superficial


"- Como assim?
- Eu me sinto, filha, como se eu estivesse sempre com muita, muita maquiagem e não me lembrasse mais da minha cara.
- Que sensação horrível! Mas você sempre limpou tão bem o rosto...
- A futilidade, Antônia, se disfarça. Ela se finge de superficial, mas se entranha nos poros.
- Nossa, mãe.
- Preste atenção, minha filha: a futilidade está sempre mentindo."

(Ana Letícia Leal in: Para crescer. Ed. Escrita Fina, p. 54)

http://diariosbordados.blogspot.com.br/

segunda-feira, 18 de junho de 2012

muita, muita maquiagem - Ana Letícia Leal

"- Como assim?
- Eu me sinto, filha, como se eu estivesse sempre com muita, muita maquiagem e não me lembrasse mais da minha cara.
- Que sensação horrível! Mas você sempre limpou tão bem o rosto...
- A futilidade, Antônia, se disfarça. Ela se finge de superficial, mas se entranha nos poros.
- Nossa, mãe.
- Preste atenção, minha filha: a futilidade está sempre mentindo."

(Ana Letícia Leal in: Para crescer. Ed. Escrita Fina, p. 54)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Felicidade que tinha em mim sumiu - Ana Letícia Leal

"Acho incrível as pessoas serem alegres. Será que são mesmo? A Rita, por exemplo. A mãe dela morreu num acidente horroroso, e ela viu. Cara, no lugar dela, eu ia ficar traumatizada. Ela ficou triste um tempo, mas passou. Ela quer ser alegre. Eu não.
Eu era feliz e não sabia.  A minha vida foi um palco iluminado que, logo após a estréia, interrompeu o espetáculo. Eu não sei o motivo. Eu não queria que fosse assim. Mas a felicidade que tinha em mim sumiu. O mais estranho é que não tenho assunto para conversar. Então, não falo. Eu não quero falar."

(Ana Letícia Leal in: Meninas inventadas. Ed. Bom Texto, p. 42)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Lol V. Stein e a dor congelada

Marguerite Duras
Vale - muito - a pena ler:

http://oblogamarelo.blogspot.com/p/caixa-amarela_06.html

Lol V. Stein, a personagem que permeia toda a obra da M. Duras, pela escritora Ana Letícia Leal.
Lol V. Stein, aquela que congela a (e na) sua dor - e me dói inteirinha. 

sábado, 15 de outubro de 2011

Recado da adorável escritora Ana Letícia Leal - na Estação das Letras

Tratamento literário

Dia 5 de novembro começo uma nova turma de autoficção, na Estação das Letras. A ideia é motivar a escrita a partir de elementos da memória pessoal; o resultado pode ser mais ou menos ficção: o que se quer é usar objetos, imagens ou diários guardados e desencadear um novo texto. Para isto, crio exercícios a partir da minha própria experiência com as letras.
Como a leitura de Memórias da Emília, onde Lobato ironiza, pela voz da boneca, a escrita autobiográfica de homens considerados notáveis. Decidida a escrever suas memórias, a boneca inventa, entre outras, que é grande amiga de Shirley Temple, com quem chegou a estrelar um filme: “São memórias fantásticas”, justifica.[1]
Costumo falar deste livro ao iniciar uma nova turma e, certa vez, uma aluna me perguntou se deveria “dourar a pílula” como Emília, isto é, fazer sua vida parecer mais interessante. Claro que não. Milton Hatoum, por exemplo, diz ter feito o contrário em Dois irmãos.[2] No romance, fatos do passado de sua família foram reinventados para criar uma atmosfera de desilusão, onde tudo daria errado. Já Cristóvão Tezza resolveu escrever O filho eterno quando, já reconhecido pela crítica, pensou consigo mesmo que ainda precisava escrever sobre o fato de ter um filho com síndrome de Down.[3] O livro, apesar de romanceado, não parece atenuar o drama vivido.
Na outra ponta, dois exemplos de memórias não ficcionalizadas senão pelo recorte. O Feito à mão, de Lygia Bojunga, reúne textos relacionados à prática do artesanato pela autora. Na capa, uma tapeçaria feita pela mãe de Lygia. No prefácio, um texto narrando a produção quase artesanal da primeira edição do livro.  A jovem Valéria Polizzi, por sua vez, ao compartilhar publicamente a experiência de ter sido uma das primeiras mulheres brasileiras infectadas pelo vírus da aids, parece buscar a sinceridade possível: “Mas acontece que eu era virgem, nunca tinha usado drogas e obviamente não sou gay. O que aconteceu então? É simples, transei sem camisinha”.[4]
No universo da oficina, são considerados de autoficção, portanto, textos situados entre a representação (impossível) na escrita de si e a simulação sem referência pessoal. A crítica é inevitável: admitindo um espectro tão largo, toda literatura seria autoficcional. Isto é, a oficina seria simplesmente “literária”. Sim! Mas entre oficinas “de contos”, “de romances”, “de crônicas”, “de literatura infantil” etc., a especificidade desta é dar a ver a cada aluno os elementos de sua memória que merecem tratamento literário. Sem limite de gênero textual.

[1] LOBATO, Monteiro. Memórias da Emília. São Paulo: Globo, 2007. p.83
[2] Segundo depoimento no projeto Rodas de Leitura, da Estação das Letras, em  14/03/2011.
[3] Segundo depoimento no projeto Rodas de Leitura, da Estação das Letras, em 13/12/2010.
[4] POLIZZI, Valéria Piassa. Depois daquela viagem. São Paulo: Ática, 2002. p.8

Leia mais em:  http://diariosbordados.blogspot.com/

sábado, 19 de fevereiro de 2011

"Literatura para quê?"

Sábado de manhã, entrei numa livraria com esta pergunta na cabeça. Logo descobri um livro que a tem como título: “Literatura para quê?”, tradução da aula inaugural de Antoine Compagnon no Collège de France, em 30/11/2006. O livrinho, de apenas 57 páginas e editado pela UFMG, põe palavras na angústia que me deixou esse tempo sem escrever (nem aqui, nem no caderno, nem em lugar nenhum). Literatura para que mesmo? Como pude escrever tanto? Será que devo guardar o que escrevo somente para mim? Alguém ainda se importa com o valor poético? Já existem tantos livros à venda, qual o sentido de publicar mais um?
Compagnon parte do princípio de que literatura e modernidade sempre viveram em conflito, para concluir que uma faz parte da outra. Por isso, apesar do espaço que vem perdendo, a literatura continuaria insubstituível: “Ela sofre concorrência em todos os seus usos e não detém o monopólio sobre nada, mas a humildade lhe convém e seus poderes continuam imensos; ela pode, portanto, ser abraçada sem hesitações e seu lugar na Cidade está assegurado. O exercício jamais fechado da leitura continua o lugar por excelência do aprendizado de si e do outro, descoberta não de uma personalidade fixa, mas de uma identidade obstinadamente em devenir”.
Para um escritor, perguntar sobre o sentido da literatura é perguntar sobre o sentido da vida. Não escrever, para nós, equivale a não viver. Talvez seja bom voltarmos a uma reflexão dessas de tempos em tempos. Rever assim nossas metas e ajustar a rota. Neste ajuste que ora faço, dou um passo importante. Chego finalmente a um projeto de pós-doc, quase um ano após a defesa da tese de doutorado. Nesta pesquisa, meus alunos das oficinas literárias terão um papel decisivo. Afinal, são eles que me animam a continuar.

Por Ana Letícia Leal

*Surrupiado daqui.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Pensamentos soltos, que não viram palavras


“(...) pensei e não disse de novo. Quando fico triste, não consigo dizer nada. As palavras vêm todas juntas e dão um nó na minha garganta.”

(Ana Letícia Leal in: Meninas inventadas. Ed. Bom Texto, p. 50)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

o tipo de pessoa que acha uma graça danada na vida

"Vi que era o tipo de pessoa que acha uma graça danada na vida. Ele é feliz, e a felicidade dele me contagiou."

(Ana Letícia Leal in: Para crescer. Ed. Escrita Fina, p. 55)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Mas a saudade, a saudade que fica é a do primeiro beijo

 
"Acho que o Antônio disse uma coisa certa. Talvez eu não goste mais dele. Mas a saudade, a saudade que fica é a do primeiro beijo."

(Ana Letícia Leal in: Para crescer (que li de um só fôlego e recomendo muito). Ed. Escrita Fina, p. 25)