Mostrando postagens com marcador Lúcio Cardoso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lúcio Cardoso. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

que fazer

Não havia nada pior, nada mais espantosamente cruel do que a sensação de não saber o que fazer de si mesma. Era impossível viver assim. Ainda uma vez, Pedro tinha razão: as pessoas não se destroem senão na razão da realidade que elas creiam. Seria bem isso? Talvez não fosse.

Lucio Cardoso in: A luz no subsolo. Ed. Expressão e Cultura, p. 124.

quarta-feira, 14 de março de 2012

sem saber - Lúcio Cardoso

"Assim somos feitos, nunca sabemos ao certo quando, com quem e nem poderemos ser felizes."

(Lúcio Cardoso in: Crônica da casa assassinada. Ed. Record, p. 336)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

a visão desse falso paraíso - Lúcio Cardoso

"Menos do que as palavras despendidas, o que parecia abatê-la mais era a visão desse falso paraíso que evocava."

(Lúcio Cardoso in: Crônica da casa assassinada)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

das palavras recusadas - Lúcio Cardoso


 "Não sabia o que devia lhe dizer - uma palavra vinha e a recusava, outra nascia à flor dos lábios e desaparecia diante da desesperada fixidez daquelas pupilas."

(Lúcio Cardoso in: A luz no subsolo. Ed. Brasiliense, p. 38)

domingo, 19 de fevereiro de 2012

mergulhado nessa distância que eu não conhecia - Lúcio Cardoso

"Pensei em dizer alguma coisa, em retê-la ainda, mas vi que seria completamente inútil: ela não me vira, não me reconhecera senão pelo espaço de um minuto, e já havia se distanciado novamente, e mergulhado nessa distância que eu não conhecia, e que brilhava em seus olhos como a lembrança de um mundo submerso."

(Lúcio Cardoso in: Crônica da casa assassinada. Ed. Record, p. 228)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

do imaginário de Clarice e Lúcio Cardoso

"Há dias em que me sinto um personagem, e não eu mesmo. (...) Clarice passa por essas mesmas vertentes, sendo tantas outras e outros... Afinal, ambos tinham íntimas afinidades de propósitos ao se entregarem a uma vivência ficcionalizada. Segundo Lúcio Cardoso, "só uma coisa importa: sermos totalmente aquele que imaginamos."

(Nádia Battela Gotlib in: Clarice uma vida que se conta. Ed. Edusp, p. 300)

sábado, 16 de julho de 2011

A crônica da casa assassinada no teatro (RJ) - assisti ontem e recomendo muito!

A crônica da Casa Assassinada

de Lúcio Cardoso
Direção Gabriel Villela

Com: Xuxa Lopes, Cacá Toledo, Flávio Tolezani, Helio Souto Jr. , Letícia Teixeira, Marco Furlan, Maria do Carmo Soares, Pedro Henrique Moutinho, Rogério Romera, Sérgio Rufino

Faixa etária : 16 anos - em cartaz até amanhã.

Teatro da Maison de France // Avenida Presidente Antônio Carlos, 58. Rio de Janeiro // Info. (21) 2544 2533
Assista um pouco aqui

quarta-feira, 22 de junho de 2011

“(...) permanecer assim, entregue a esta alegria dolorosa de se agitar dentro do sofrimento sem formas. Havia uma perversidade no tempo em conservar depositadas essas sombras incolores que se agitavam de repente no fundo da memória.”

(Lúcio Cardoso in: A luz no subsolo. Ed. Brasiliense, p. 54)

sábado, 21 de maio de 2011

hoje, poesia, sonho, tristeza, minutos espessos que se arrastam no vazio

"Desde o momento em que a criatura amada desaparece, o difícil é penetrar na ausência que se forma, essa ausência que se faz, às vezes na própria presença da pessoa amada e que envolve tudo na atmosfera nublada de melancolia e sofrimento. Atmosfera nublada que vai aos poucos se apoderando dessas horas que dias antes tinham palpitado de uma vida tão intensa - hoje, poesia, sonho, tristeza, minutos espessos que se arrastam no vazio, sem que possamos jamais encontrar de novo a mesma vitalidade onde descansávamos os nossos lábios doentes de uma sede insaciável... Horas sem luz, onde nossas mãos tateiam na penumbra, no pobre esforço de deter ainda um pouco de calor e da alegria desaparecida - ah! como sabem crescer e se tornar pesados esses momentos, cheios de lembranças desses laços que se atam e se desatam no silêncio, como se confundissem, na memória atribulada, o gosto do passado com a sombra sem perfume do presente..."

(Lúcio Cardoso in: A luz no subsolo. Ed. Brasiliense, p. 62-63)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

a distância que as suas palavras guardavam da realidade

Ilha do medo
"Media o esforço que lhe custara arrancar aquilo do fundo do peito; e depois que se decidira bruscamente, como quem arranca um espinho cravado muito fundo na carne, estacara admirada com o som hesitante da sua voz - percebia a distância que as suas palavras guardavam da realidade e não podia deixar de se inclinar quase com espanto, ante o vazio, o silêncio e a inexpressividade de sua frase."

(Lúcio Cardoso in: A luz no subsolo. Ed. Brasiliense, p. 15)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

...


“Percebia que ela como todo mundo não era tomada senão pela marca que deixam as pessoas passando em nossa vida.”

(Lúcio Cardoso in: A luz no subsolo. Ed. Brasiliense, p. 132)

como se a dor fosse catalogada

Volver
"Ah, com que persistência se é o mesmo indivíduo, de que maneira idêntica o sofrimento se impõe, como se a dor fosse catalogada, e por desgraça nos tombasse em cima sempre do mesmo modo. E era tão absolutamente igual ao que sempre fora, que levantei a cabeça, surpreso de que tivesse me compreendido."

(Lúcio Cardoso in: Crônica da casa assassinada. Ed. Record, p.359-360)

domingo, 3 de abril de 2011

mesmo quando já não se achava comigo, sentia-me ligado a ela

"Tão poderosa, tão incisiva era a ação da sua presença, que mesmo quando já não se achava comigo, sentia-me ligado a ela; ando, e meus passos como que correspondem a uma música oculta que nos une, e então sei que ela me pertence, como eu a ela, e que isto é uma lei e que nenhuma força poderia nos subtrair. Ah, como éramos fortes, como éramos poderosos em nosso entendimento."


(Lúcio Cardoso in: Crônica da casa assassinada. Ed. Record, p.344)

sábado, 2 de abril de 2011

o que tornava sua felicidade quase dolorosa

"Na verdade o seu amor era um amor atormentado. Vivia sob a impressão de que em breve sobreviria um acontecimento que o arruinaria para sempre. Ela não tinha, como Cira, como outras tantas mulheres, a consciência de sua força sobre os sentimentos de Pedro - pelo contrário, não possuíra nenhuma segurança, o que tornava sua felicidade quase dolorosa."

(Lúcio Cardoso in: A luz no subsolo. Ed. Expressão e cultura, p. 57)

esse quieto que não significa a paz (Lúcio Cardoso)


"Quem não conhece a tristeza não pode saber o que era esse esvaziamento do ser, essa ausência de si mesmo, esse quieto que não significa a paz, mas o sossego de regiões condenadas, e que apesar de tudo ainda não conhecem a morte."

(Lúcio Cardoso in: Crônica da casa assassinada. Ed. Record, p.363)

segunda-feira, 21 de março de 2011

instantes (Lúcio Cardoso)


“(...) eu me sinto esfacelar de instante em instante.”

(Lúcio Cardoso in: A luz no subsolo. Ed. Brasiliense, p. 216)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

em suspenso


"Entretanto, ela vivia com o coração suspenso, à espera de alguma coisa".

(A luz no subsolo, Lúcio Cardoso, p. 123, Ed. Expressão e Cultura)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

quando você quiser – espero que você possa e queira (Lúcio C. e Clarice L.)





“Nem sei mais o que contar, Lúcio, para mim cartas são cada vez mais um meio gelado de comunicação. (...) Me escreva quando você puder, quando você quiser – espero que você possa e queira”.

(Carta de Clarice Lispector para Lúcio Cardoso, Berna, 23-06-1947 do livro: Correspondências Clarice Lispector, organizado por Teresa Montero, p. 135)

domingo, 6 de junho de 2010

alguma coisa que a esperava lá fora


"Fora assim toda a sua adolescência sonhando alguma coisa que a esperava lá fora, um mundo de perigos, uma "vida" verdadeira..."

(A luz do subsolo, Lúcio Cardoso, p. 30)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Solidão para melhor...


"Ela amava a solidão - era o seu domínio -, queria estar sozinha para sofrer melhor..."

(A luz no subsolo, Lúcio Cardoso, p. 92)