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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

do descanso


"Eu nunca sei se quero descansar porque estou realmente cansada, ou se quero descansar para "desistir"."

(Carta de Clarice Lispector – Berna, 01/07/46. Extraído de: Minhas queridas – Clarice Lispector, org. Teresa Montero, Ed. Rocco, p. 128)

Imagem: Tony Duran

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quarta-feira, 8 de maio de 2013

aceitar as coisas como elas são



"Eu não tive nada a não ser uma predisposição feroz para aceitar as coisas como elas são e ir tocando para frente."

(Carta de Fernando Sabino. Fernando Sabino e Clarice Lispector in: Cartas perto do coração. Ed. Record, p. 109)

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segunda-feira, 1 de abril de 2013

silêncio, e distância



"Você me desculpe esse silêncio tão longo, mas a convivência é feita também de silêncio, e distância."

(Carta de Fernando Sabino. Fernando Sabino e Clarice Lispector in: Cartas perto do coração. Ed. Record, p. 124)

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sábado, 24 de novembro de 2012

é estar aceitando, inclusive o silêncio


"O sentimento de grandeza que você está perdendo talvez agora é que você o esteja adquirindo: sua predisposição para ficar calada não é propriamente uma novidade: a novidade é estar aceitando, inclusive o silêncio. É bom isso, dá mais paciência, dá compreensão, dá mais sentido às coisas - e dá grandeza"

(Carta de Fernando Sabino. Fernando Sabino e Clarice Lispector in: Cartas perto do coração. Ed. Record, p. 108)

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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Ou lutar. E ficar bem. Feliz. Criar. Fazer.

"Não suporto o fracasso deliberado, não suporto a covardia. É meio cruel, mas não suporto. Acho que a gente tem que vencer. Ou lutar. E ficar bem. Feliz. Criar. Fazer. Se mexer. ODEIO autodestruição."

(Carta de Caio F. para Paula Dip, São Paulo: 25/11/85)

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

do que é universal

"Meu Deus, como sou típico, como sou estereótipo da minha geração."

(Caio F. em carta para José Márcio Penido)

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sábado, 30 de junho de 2012

do que é necessário - Caio F.

Rafal Borcz
"Sinto que vai passando, que não quero mais morrer, que estou mais próximo de mim mesmo, e que tudo isso – de alguma forma que ainda não compreendo bem – é necessário. Matar as ilusões, dar fim aos ciclos, amputar os membros putrefatos."

(Caio F.)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Ou me quer e vem, ou não me quer e não vem. Mas me diga logo para que eu possa desocupar o coração - Caio F.

"(...) Ou me quer e vem, ou não me quer e não vem. Mas me diga logo para que eu possa desocupar o coração. Avisei que não dou mais nenhum sinal de vida. E não darei. Não é mais possível. Não vou me alimentar de ilusões. Prefiro reconhecer com o máximo de tranquilidade possível do que ficar à mercê de visitas adiadas, encontros transferidos. No plano REAL: que história é essa? No que depende de mim, estou disposto & aberto. Perguntei a ele como se sentia. Que me dissesse. Que eu tomaria o silêncio como um não e que também ficaria em silêncio. (...) Anyway, me dói a possibilidade de um não, me dói a possibilidade de um silêncio, me dói não saber de que forma chegar a ele, sacudi-lo dizer me olha, me encara, vamos ou não vamos nessa?".

(Caio F. em carta para Juliana Cantore, 20/05/83 - Caio Fernando Abreu, Cartas, Ed. Aeroplano, organizado por Italo Moriconi)

Ouçam

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

das crenças

"Creio muito em você, tanto quanto às vezes em mim mesmo. De repente, descreio violentamente: tenho medo de nós falharmos."

(Carta de Fernando Sabino. Fernando Sabino e Clarice Lispector in: Cartas perto do coração. Ed. Record, p. 44) 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Porque estou com saudade...

 "Por que eu estou me lembrando dessas coisas? Porque estou com saudade... (...) de um jeito de olhar que eu já tive."

(Carta de Fernando Sabino. Fernando Sabino e Clarice Lispector in: Cartas perto do coração. Ed. Record, p. 72)

terça-feira, 29 de novembro de 2011

um problema literário a falta de pés no chão? - Clarice L.

Gilda
"Não é truísmo o seu - o problema para quem escreve é antes de tudo um problema literário - mas pergunto-lhe agora: é ainda um problema literário a falta de pés no chão ou é anterior a ele? Acho que estou divagando e nem responda."

(Carta de Clarice Lispector. Fernando Sabino e Clarice Lispector in: Cartas perto do coração. Ed. Record, p. 62)

domingo, 20 de novembro de 2011

já que não temos a quem agradecer tanta gentileza...

"Para que eu saiba afinal se você continua vivendo, se continuamos vivendo, porque viver é de graça, de favor, ninguém pediu licença para nascer nem pagou entrada no mundo, e já que não temos a quem agradecer tanta gentileza, agradeçamos mutuamente. Muito obrigado, Clarice."

(Carta de Fernando Sabino. Fernando Sabino e Clarice Lispector in: Cartas perto do coração. Ed. Record, p. 85)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

mando depressa esse momento de felicidade para você

"Fiquei animada, não importa que daqui a pouco acabe e que eu vá com alma morta para a costureira. O que importa é que fiquei como estou agora. (...) Assim, mando depressa esse momento de felicidade para você".

(Carta de Clarice Lispector. Fernando Sabino e Clarice Lispector in: Cartas perto do coração. Ed. Record, p. 48)

domingo, 13 de novembro de 2011

Também diria, Clarice...

"Ando muito descrente de mim mesmo. E você me dá uma impressão de segurança que me faz ficar boquiaberto. "Só você sabe à custa de que sacrifícios, no íntimo sou frágil, incerta, descontrolada" - parece que estou ouvindo você dizer."

(Carta de Fernando Sabino. Fernando Sabino e Clarice Lispector in: Cartas perto do coração. Ed. Record, p. 28)

sábado, 12 de novembro de 2011

tempo, tempo, tempo...

"Ultimamente tem passado muitos anos, disse Rubem Braga, e acho que muito mais do que ele pensa".

(Carta de Fernando Sabino. Fernando Sabino e Clarice Lispector in: Cartas perto do coração. Ed. Record, p. 15)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

é terra dos outros, onde os outros estão contentes

"É engraçado que pensando bem não há um verdadeiro lugar para se viver. Tudo é terra dos outros, onde os outros estão contentes."

(Carta de Clarice Lispector para suas irmãs. Berna, 05 de maio de 1946. Olga Borelli in: Clarice Lispector, Correspondências, p. 80)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

sempre, em qualquer lugar

“Não é que eu não esteja gostando daqui. Mas me amolo e me chateio sempre, em qualquer parte’.

(Carta de Clarice Lispector para Elisa Lispector – Nápoles, 13/12/44. Extraído de: Minhas queridas – Clarice Lispector, org. Teresa Montero, Ed. Rocco, p. 57)

sábado, 25 de junho de 2011

Você compreende e compreende

"Loucura, eu penso, é sempre um extremos de lucidez. Um limite insuportável. Você compreende, compreende, compreende e compreende cada vez mais, e o que você vai compreendendo é cada vez mais aterrorizante - então você "pira". Para não ter que lidar com o horror. "Porque estar vivo, verdadeiramente vivo, é horrível" - já dizia a GH (a reler) de Clarice, remember? Isso me voltou à cabeça ontem à noite".

(Caio F. em carta para Maria Lídia Magliani, 10/09/1991, Caio Fernando Abreu - Cartas, organizado por Italo Moriconi, p. 221)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

nem nada além de ilusões já tão esfarrapadinhas

"Meu amigo, andei tão maus. Uma tristeza que não me largava. (...) Uma sensação de abandono, de solidão sem remédio - conhece o texto? -, de velhice chegando & eu chegando ao fim, sem ninguém nem nada além de ilusões já tão esfarrapadinhas."

(Caio F. em carta para Marcos Breda, 22/04/188, Caio Fernando Abreu - Cartas, organizado por Italo Moriconi, p. 149)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

meio boba, meio pensativa


“Ainda estou sem pé aqui, meio boba, meio pensativa. Mas se eu mesma não me sacudir, ninguém me sacudirá.”

(Teresa Montero (org.) in: Minhas queridas – Clarice Lispector. Carta para as irmãs Tania e Elisa, Berna, 15-04-1946. Ed. Rocco, p. 105)