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terça-feira, 28 de junho de 2011

dos corredores - e amores

"Que alívio! Afinal de contas, a reciprocidade amorosa é uma excessão, pois na maioria das vezes só um ama enquanto o outro está ocupado em fugir para tão longe quanto for capaz. Para isso são necessários dois, e um deles acaba de telefonar ao outro, que sente a mesma coisa. Não é uma beleza?"

(Elfriede Jelinek in: A pianista. Ed. Tordesilhas)

É preciso martelar depressa

La Pianiste
"O ferro em brasa da paixão esfria rapidamente se for soldado com hesitação excessiva. É preciso martelar depressa."

(Elfriede Jelinek in: A pianista. Ed. Tordesilhas, p. 284)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

não sabe como é possível que o amor seja tão mal recompensado

La Pianiste

"Erika ainda está um pouco atordoada de sono e não sabe como é possível que o amor seja tão mal recompensado, especialmente o seu amor. Sempre esperamos por recompensas pelos nossos serviços. Acreditamos que o que os outros fazem não precisa ser recompensado; esperamos que eles o façam bem barato."

(Elfriede Jelinek in: A pianista. Ed. Tordesilhas, p. 300)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

sobre perdas

“Ora a perda, por mais cruel que ela seja, não pode nada contra a possessão: ela a completa, ela a afirma; ela nada mais é, no fundo, que uma segunda aquisição – totalmente interior dessa vez – e também tão intensa.”

(Rainer Maria Rilke)

domingo, 12 de junho de 2011

Ele respira a presença dela

"Logo o breve intervalo vai terminar. Ele respira a presença de Erika com as narinas dilatadas, como se estivesse em atitudes alpinas que só raras vezes se alcançam, e onde, por iso, se respira especialmente fundo. Para levar consigo bastante oxigênio de volta para a cidade."

(Elfriede Jelinek in: A pianista. Ed. Tordesilhas, p. 82)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

uma consciência dolorosa do tempo

"Com um ouvido ELA presta atenção ao barulho... (...) Ouve como ele enfia seus dentes sadios no tempo e os devora, com apetite. A cada segundo, ELA tem uma consciência dolorosa do tempo, e seus dedos marcam os segundos nas teclas, como se fossem a máquina de um relógio".

(Elfriede Jelinek in: A pianista. Ed. Tordesilhas, p. 50)

E porque, de um modo geral, sempre há alguma coisa que se acaba

La pianiste
"Mas não sabe o que dizer... (...) E volta a chorar mais um pouquinho, porque a mãe está velhinha e um dia vai se acabar. E também porque a juventude dela, Erika, também já se acabou. E porque, de um modo geral, sempre há alguma coisa que se acaba, e raramente vem outra no seu lugar."

(Elfriede Jelinek in: A pianista. Ed. Tordesilhas, p. 15)

sexta-feira, 29 de abril de 2011

e muito menos um sinal oculto de alegria

On the set of Mississippi Mermaid
"Seu aperto de mãos não simbolizou mais do que um gesto objetivo de boas-vindas. Formal, observou: "Que bom rever-te, Christian." Nenhum estranhamento, nenhuma repreensão e muito menos um sinal oculto de alegria."

(Siegfried Lenz in: Minuto de silêncio. Tradução de Kristina Michahelles. Ed. Rocco, p. 61)

terça-feira, 26 de abril de 2011

E agora?

"E agora?, esta é a pergunta de alguém inseguro, talvez deprimido, ou então atônito."

(Siegfried Lenz in: Minuto de silêncio. Tradução de Kristina Michahelles. Ed. Rocco, p. 64)

domingo, 24 de abril de 2011

e que demandava a eternidade


Jane Eyre
“Parei na porta, achei que alguma coisa devia ser dita à guisa de despedida ou relacionada ao que estava diante de nós, na escola, em nosso cotidiano, mas não o fiz, porque quis evitar dizer algo de definitivo ou algo que Stella pudesse interpretar como sendo definitivo. Eu não queria que algo que começava assim tão de repente e que demandava a eternidade terminasse.”

(Siegfried Lenz in: Minuto de silêncio. Tradução de Kristina Michahelles. Ed. Rocco, p. 42)

terça-feira, 19 de abril de 2011

Esse olhar surpreso e feliz

East side west side
"Esse olhar de surpresa, nunca haverei de esquecer esse olhar surpreso e a concordância feliz."

(Siegfried Lenz in: Minuto de silêncio. Tradução de Kristina Michahelles. Ed. Rocco, p. 53)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Nenhum conhecimento é suficiente

500 days of summer
“Eu não disse em voz alta, mas pensei: eu amo Stella. E também pensei: quero saber mais sobre ela. Nenhum conhecimento é suficiente quando nos damos conta de que estamos amando alguém.”

(Siegfried Lenz in: Minuto de silêncio. Tradução de Kristina Michahelles. Ed. Rocco, p. 77)

domingo, 17 de abril de 2011

não de maneira fugidia, mas lentamente

Notting hill
"Antes de saltar, ela me beijou mais uma vez, e já na porta da casa acenou para mim, não de maneira fugidia, mas lentamente, como se eu precisasse me conformar com aquela separação."

(Siegfried Lenz in: Minuto de silêncio. Tradução de Kristina Michahelles. Ed. Rocco, p. 77)

sábado, 16 de abril de 2011

O mutismo da felicidade

"(...) simplesmente porque, com uma revelação, algo que significava tudo para mim cessaria de existir - talvez as coisas que nos fazem felizes necessitem ser guardadas em silêncio."

(Siegfried Lenz in: Minuto de silêncio. Tradução de Kristina Michahelles. Ed. Rocco, p. 124)