Menino, se você não é comunista, vá sendo logo, que é para deixar de ser depressa. Eu já fui e já larguei.
Carlos Drummond De Andrade - aconselhando o jovem que lhe cobrou uma "posição".
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
me dê motivos
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas.
(Drummond)
sábado, 14 de janeiro de 2012
a falta da falta da falta - Drummond
"Amar a nossa falta de amor, e na secura nossa amar a água implícita, e o beijo tácido, e a sede infinita."
(Carlos Drummond de Andrade)
(Carlos Drummond de Andrade)
domingo, 23 de outubro de 2011
Fragmento do leitor 3
"Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
por isso me dispo,
por isso me grito,
por isso frequento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos."
(Carlos Drummond de Andrade in: 'Mundo Grande', do livro Sentimento do mundo)
Enviado pela leitora Claudia Lemos, do blog: http://controvento-desinventora.blogspot.com/
***
Para participar:
1) O fragmento pode ser de livro ou filme (diálogo). Enviem seu fragmento favorito para meu e-mail (vanessa.sza@bol.com.br)
2) É necessário que o autor/roteirista seja publicado/conhecido, para citarmos a fonte corretamente. Autor, título do livro. Com editora e página, melhor ainda. Assim, o leitor pode ir atrás da obra.
3) O nome do leitor e o link do seu blog vão constar aqui, para a divulgação dos mesmos. Quem é leitor mas não tem blog também pode participar. Dia 25 de dezembro o fragmento que mais me tocou vai ganhar um DVD + um livro.
Os trechos devem ser enviados para o meu e-mail, repetindo, e não como comentário desse post. O título do e-mail deve ser: Qual seu fragmento favorito?
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
por isso me dispo,
por isso me grito,
por isso frequento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos."
(Carlos Drummond de Andrade in: 'Mundo Grande', do livro Sentimento do mundo)
Enviado pela leitora Claudia Lemos, do blog: http://controvento-desinventora.blogspot.com/
***
Para participar:
1) O fragmento pode ser de livro ou filme (diálogo). Enviem seu fragmento favorito para meu e-mail (vanessa.sza@bol.com.br)
2) É necessário que o autor/roteirista seja publicado/conhecido, para citarmos a fonte corretamente. Autor, título do livro. Com editora e página, melhor ainda. Assim, o leitor pode ir atrás da obra.
3) O nome do leitor e o link do seu blog vão constar aqui, para a divulgação dos mesmos. Quem é leitor mas não tem blog também pode participar. Dia 25 de dezembro o fragmento que mais me tocou vai ganhar um DVD + um livro.
Os trechos devem ser enviados para o meu e-mail, repetindo, e não como comentário desse post. O título do e-mail deve ser: Qual seu fragmento favorito?
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Fragmento do leitor
terça-feira, 5 de abril de 2011
Amor, tempo e Drummond
![]() | |
| Dancing lady |
AMOR E SEU TEMPO
Amor é privilégio de maduros
estendidos na mais estreita cama,
que se torna a mais larga e mais relvosa,
roçando, em cada poro, o céu do corpo.
É isto, amor: o ganho não previsto,
o prêmio subterrâneo e coruscante,
leitura de relâmpago cifrado,
que, decifrado, nada mais existe
valendo a pena e o preço do terrestre,
salvo o minuto de ouro no relógio
minúsculo, vibrando no crepúsculo.
Amor é o que se aprende no limite,
depois de se arquivar toda a ciência
herdada, ouvida. Amor começa tarde.
(Carlos Drummond de Andrade)
sábado, 2 de abril de 2011
Amor foge a dicionários
As sem-razões do amor
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
(Carlos Drummond de Andrade)
domingo, 27 de fevereiro de 2011
A falta que ama (Drummond)
Entre areia, sol e grama
o que se esquiva se dá,
enquanto a falta que ama
procura alguém que não há.
Está coberto de terra,
forrado de esquecimento.
Onde a vista mais se aferra,
a dália é toda cimento.
A transparência da hora
corrói ângulos obscuros:
cantiga que não implora
nem ri, patinando muros.
Já nem se escuta a poeira
que o gesto espalha no chão.
A vida conta-se inteira,
em letras de conclusão.
Por que é que revoa à toa
o pensamento, na luz?
E por que nunca se escoa
o tempo, chaga sem pus?
O inseto petrificado
na concha ardente do dia
une o tédio do passado
a uma futura energia.
No solo vira semente?
Vai tudo recomeçar?
É falta ou ele que sente
o sonho do verbo amar?
(Carlos Drummond de Andrade)
sábado, 26 de fevereiro de 2011
a gente compõe de corpo a corpo a última trama
O Chão é a cama
O Chão é a cama para o amor urgente,
O amor não espera ir para a cama.
Sobre o tapete no duro piso,
a gente compõe de corpo a corpo a última trama.
E para repousar do amor, vamos para a cama!
(Carlos Drummond de Andrade in: O Amor Natural)
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Sem cura - Drummond
quarta-feira, 21 de julho de 2010
A ausência é um estar em mim

“Por muito tempo achei que ausência era falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim”.
(Drummond)
quinta-feira, 17 de junho de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
Amar a nossa falta mesma de amor

"Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita".
(Drummond)
quarta-feira, 17 de março de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
desejo apenas que você tenha muitos desejos
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
?!
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