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terça-feira, 9 de abril de 2013

Assista, leia



https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=6LxAshVAR4Q

Em 01:08, é absolutamente lacaniano o que a geriatra Ana Cláudia Arantes, do Hospital Albert Einstein diz. O primeiro arrependimento - da lista dos cinco maiores - do vídeo "Gostaria de ter tido coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim" é uma alegoria da ética da psicanálise/desejo. O trecho abaixo mostra bem isso... (Vanessa Souza)

"O que chamo ceder de seu desejo acompanha-se sempre no destino do sujeito – observarão isso em cada caso, reparem em sua dimensão – de alguma traição. Ou o sujeito trai sua via, se trai a si mesmo, e é sensível para si mesmo. Ou, mais simplesmente, tolera que alguém com quem ele se dedicou mais ou menos a alguma coisa tenha traído sua expectativa, não tenha feito com respeito a ele o que o pacto comportava, qualquer que seja o pacto, fausto ou nefasto, precário, de pouco alcance, ou até mesmo de revolta, ou mesmo de fuga, pouco importa.
Algo se desenrola em torno da traição, quando se a tolera, quando, impelido pela ideia do bem – quero dizer, do bem daquele que traiu nesse momento – se cede a ponto de diminuir suas próprias pretensões e, dizer-se – Pois bem, já que é assim, renunciemos à nossa perspectiva, nem um nem outro, mas certamente não eu, não somos melhores, entremos na via costumeira. Aqui, vocês podem estar certos de que se reencontra a estrutura que se chama ceder de seu desejo.
Transposto esse limite, em que com um termo vinculei para vocês o desprezo pelo outro e por si mesmo, não há retorno. Pode-se tratar de reparar mas não de desfazer. Não é esse um fato de experiência que nos mostra que a psicanálise é capaz de nos fornecer uma bússola eficaz no campo da direção ética?"

(Jacques Lacan. O seminário, livro 7: a ética da psicanálise. Editora Jorge Zahar. 2008. Rio de Janeiro, p. 375)

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quinta-feira, 22 de março de 2012

do amor - Lacan

“(...) amar é amar um ser para além do que ele parece ser.”

LACAN, J. O seminário: livro 1 – Os escritos técnicos de Freud. Rio de janeiro: Zahar,  1953-1954/1986.

sexta-feira, 16 de março de 2012

da catástrofe


"(...) amor-paixão, tal como é concretamente vivido pelo sujeito, como uma espécie de catástrofe psicológica".

LACAN, J. O seminário: livro 1 – Os escritos técnicos de Freud. P. 133.Rio de janeiro: Zahar,  1953-1954/1986.

segunda-feira, 5 de março de 2012

do inferno - Lacan

"(...) a história infernal de seu desejo é tudo aquilo que vem em seguida..."

(Lacan in: Seminário 20)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Ela não deve saber que escreve, nem aquilo que escreve. Porque ela se perderia. E isso seria uma catástrofe



“Em Lol V. Stein não penso mais. Ninguém pode conhecê-la, L.V.S., nem vocês, nem eu. E mesmo aquilo que Lacan disse a respeito do livro, eu nunca cheguei a entender direito. Lacan me deixava atordoada. E aquela sua frase: “Ela não deve saber que escreve, nem aquilo que escreve. Porque ela se perderia. E isso seria uma catástrofe.” Esta frase tornou-se, para mim, uma espécie de identidade de princípio, um “direito de dizer” totalmente ignorado pelas mulheres.”

(Marguerite Duras in: Escrever. Ed. Rocco, p. 19)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Sobre Lacan



“(...) e que nos lembra o que diz Lacan, a saber, que o psicanalista não é aquele que escuta, mas aquele que é introduzido a uma leitura.”

(Para introduzir à psicanálise nos dias de hoje, Charles Melman, p. 111, Ed. CMC)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

um mundo entre


“Fazer o amor, como o nome indica, é poesia. Mas há um mundo entre poesia e o ato.”

(Lacan, Ed. ZAHAR, 1985, p. 98)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

dizer, ouvir


“Que se diga fica esquecido por trás do que se diz no que se ouve”.

(Outros escritos, Lacan)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Difícil


“(...) o gosto pela dificuldade é o ornamento do perseverar ao ser”.

(Escritos, Jacques Lacan, Ed. Jorge Zahar, p. 46)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A falta do que falta


"Lacan fará uso do Banquete de Platão para esclarecer a relação entre o amor de transferência: "O amor grego nos permite retirar, na relação do amor, os dois parceiros do neutro, esse par que são, respectivamente, o amante e o amado, érastès e érôménos". Lacan explica que o que caracteriza aquele que ama, como sujeito do desejo, é essencialmente o que lhe falta. O amado, nesse casal, é o único que tem alguma coisa".

(Trabalhando com Lacan - na análise, na supervisão, nos seminários., Ed. Zahar, p. 61)

Em algumas horas este blog muda de endereço:
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quarta-feira, 28 de julho de 2010

a verdade está encoberta e é melhor que a aparência


"Um analisando diz:
- Doutor, cheguei à conclusão de que sou péssimo marido, mau amante e um pai medíocre.
Como reagir? Estamos habituados a ouvir intervenções do gênero: - Por que o senhor diz isso?, ou: - Por que o senhor se deprecia dessa forma? , ou ainda: - O senhor conhece alguma pessoa assim, na sua família?
Agora, imaginemos que a resposta seja:
- O fato de o senhor me dizer que é péssimo marido, mau amante e um pai medíocre não diminui em nada a possibilidade de o senhor ser um péssimo marido, mau amante e um pai medíocre.
Note-se a diferença, as pessoas passaram a achar que há sempre alguma coisa além da palavra; logo, ao se autocriticarem, o fazem com uma certeza íntima de que não é nada disso que estão dizendo, pois a verdade está encoberta e é melhor que a aparência.
Pois bem, a segunda clínica de Lacan exige consequência e responsabilidade, dando um basta no relativismo".

(Revista Memória da Psicanálise - Lacan)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Lacan-can-can e o avesso


“(...) Ela quer que o outro seja um mestre, que saiba muitas e muitas coisas, mas, mesmo assim, que não saiba demais, para que não acredite que ela é o prêmio máximo de todo o seu saber. Em outras palavras, quer um mestre sobre o qual ela reine. Ela reina, e ele não governa”.

(Jacques Lacan, Seminário XVII – O avesso da psicanálise, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 1992, p. 122)

terça-feira, 6 de julho de 2010

O que chamo ceder de seu desejo - Lacan


"O que chamo ceder de seu desejo acompanha-se sempre no destino do sujeito – observarão isso em cada caso, reparem em sua dimensão – de alguma traição. Ou o sujeito trai sua via, se trai a si mesmo, e é sensível para si mesmo. Ou, mais simplesmente, tolera que alguém com quem ele se dedicou mais ou menos a alguma coisa tenha traído sua expectativa, não tenha feito com respeito a ele o que o pacto comportava, qualquer que seja o pacto, fausto ou nefasto, precário, de pouco alcance, ou até mesmo de revolta, ou mesmo de fuga, pouco importa.
Algo se desenrola em torno da traição, quando se a tolera, quando, impelido pela ideia do bem – quero dizer, do bem daquele que traiu nesse momento – se cede a ponto de diminuir suas próprias pretensões e, dizer-se – Pois bem, já que é assim, renunciemos à nossa perspectiva, nem um nem outro, mas certamente não eu, não somos melhores, entremos na via costumeira. Aqui, vocês podem estar certos de que se reencontra a estrutura que se chama ceder de seu desejo.
Transposto esse limite, em que com um termo vinculei para vocês o desprezo pelo outro e por si mesmo, não há retorno. Pode-se tratar de reparar mas não de desfazer. Não é esse um fato de experiência que nos mostra que a psicanálise é capaz de nos fornecer uma bússola eficaz no campo da direção ética?"

(Jacques Lacan. O seminário, livro 7: a ética da psicanálise. Editora Jorge Zahar. 2008. Rio de Janeiro, p. 375)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Sobre (res)ponsabilizar-se


"O obsessivo não se implica em coisa alguma".

(Seminário do núcleo avançado de Lacan, 15-04-10)

ouça, menina!


"Uma das dificuldades da histeria é a escuta".

(Seminário do núcleo avançado de Lacan, 15-04-10)

sábado, 15 de maio de 2010

Essa é incurável


"A psicanálise cura a IGNORÂNCIA, não a ESTUPIDEZ".
(Lacan)

sábado, 17 de abril de 2010

Sem enlouquecer


Ontem e hoje, eu e a Ciça estamos participando de um evento chamado IX Jornada do Espaço Brasileiro de Estudos Psicanalíticos

Os fragmentos de ontem foram retirados do que ouvimos ontem. Hoje tem mais.

"Não fique doido pela verdade, o que não significa deixá-la de lado". (Lacan)

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Principalmente, não parar nunca


"Seu ímpeto. Seus ataques de cólera diante do que os outros deixavam passar por simples pecadilhos. Sua resistência quando a vida fere. Principalmente, não parar nunca".

(Sobre Lacan em Lacan, você conhece?, Lilia Mahjoub)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Mas...


"Eu aguardo. Mas não espero nada".

(Lacan)

quarta-feira, 31 de março de 2010