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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

do frio


Flavio Cafiero in: O frio aqui fora. Cosac Naify, p. 37.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

da ficção

A língua nem sempre usa gravata e sapato social. O objetivo da ficção não é a correção gramatical, mas fazer o leitor se sentir à vontade e, depois, contar uma história... Fazer com que ele esqueça, sempre que possível, que está lendo uma história.

Stephen King in: Sobre a escrita. Suma de Letras, p.118.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

dos escritores

Um escritor é alguém congenitamente incapaz de dizer a verdade. Por isso, o que ele escreve chama-se ficção.

William Faulkner

quarta-feira, 22 de julho de 2015

a brochice dos "inhos"

Um líder importante é apresentado a Mario Quintana:
- Gosto muito de seus versinhos.
- Obrigado pela sua opiniãozinha.
O poeta me diz mais tarde que, não encontrasse essa resposta, não teria dormido naquela noite.

Paulo Mendes Campos in: De um caderno cinzento. Companhia Das Letras, p. 31.


terça-feira, 7 de julho de 2015

do ofício

Faulkner aprendeu seu ofício enquanto trabalhava na agência de correio de Oxford, Mississippi. Outros escritores aprenderam o básico enquanto serviam na Marinha, trabalhavam em siderúrgicas ou passavam uma temporada nos melhores hotéis com janelas de grades dos Estados Unidos. Eu aprendi a parte mais valiosa (e comercial) de meu trabalho enquanto lavava lençóis de motel e toalhas de mesa na lavanderia New Franklin, em Bangor. Aprendemos mais lendo muito e escrevendo muito, e as lições mais valiosas são aquelas que ensinamos a nós mesmos.

Stephen King in: Sobre a escrita. Suma de Letras, p. 201-202.

terça-feira, 30 de junho de 2015

da paixão

Toda paixão verdadeira é sem esperança, do contrário não seria uma paixão mas um simples pacto, um acordo sensato, uma troca de interesses banais.

Sándor Márai in: As brasas. Companhia das Letras, p. 105.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

com cuidado

A minha mãe explicou que o amor também é namorar com cuidado.

Valter Hugo Mãe in: O paraíso são os outros. CosacNaify.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

desliga a tv e leia

Uma vez livre da efêmera dependência da TV, muitas pessoas acabam descobrindo que adoram passar o tempo lendo. Digo que desligar aquela máquina barulhenta vai melhorar não só sua escrita, mas também sua qualidade de vida.

Stephen King in: Sobre a escrita. Suma de letras, p. 129.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

da escrita

Quando você se afasta da regra "escreva sobre o que você sabe", a pesquisa se torna inevitável, e pode contribuir muito para a história. Só não deixe que o rabo acabe abanando o cachorro; lembre-se, você está escrevendo um romance, não um artigo acadêmico. A história sempre vem em primeiro lugar.

Stephen King in: Sobre a escrita. Suma de Letras, p. 196-197.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

da leitura

Nós lemos para experimentar a mediocridade e a podridão indiscutíveis; essa experiência nos ajuda a reconhecer esse tipo de coisa quando ela começa a se infiltrar em nosso próprio trabalho e a nos livrar dela. Também lemos para nos compararmos aos bons e aos grandes, para ter uma noção de tudo o que pode ser feito. E também lemos para ter contato com diferentes estilos.

Stephen King in: Sobre a escrita. Suma de letras, p. 128.


terça-feira, 23 de setembro de 2014


Quanto a mim dou graças
pelo que agora sei
e, mais que perdoo, eu amo.

Adélia Prado

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segunda-feira, 28 de julho de 2014

da literatura

O que a literatura faz é o mesmo que acender um fósforo no campo no meio da noite. Um fósforo não ilumina quase nada, mas nos permite ver quanta escuridão existe ao redor.

William Faulkner


quinta-feira, 27 de março de 2014

do esquecimento


"Minha mente se ocupava/ com coisas esquecidas".

(Shakespeare in: Macbeth)

segunda-feira, 10 de março de 2014

da arte


"O maior benefício que devemos ao artista, seja pintor, poeta ou romancista, é o desenvolvimento de nossa empatia [...] A arte é a coisa mais próxima da vida; é um modo de aumentar a experiência e ampliar nosso contato com os semelhantes para além do nosso destino pessoal."

(George Eliot in: The natural history of german life)

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

refúgio da escrita


"Quando você passa por um período de infelicidade, um caso de amor terminado, a morte de alguém que ama, ou outra desordem na sua vida, então não existe refúgio a não ser escrever."

(As entrevistas da Paris Review Volume 2. Tennessee Williams. Ed. Companhia das Letras, p. 158)

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terça-feira, 9 de julho de 2013

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quarta-feira, 26 de junho de 2013

trocas de insultos entre intelectuais famosos

Curiosidades

08 trocas de insultos entre intelectuais famosos

Nesta lista, compilamos apenas algumas, entre as milhares de rusgas entre cineastas, escritores e compositores que permearam a história.

1- Ele é um embuste

“Pra mim, ele é um embuste. É vazio, não é interessante, está morto. Cidadão Kane, filme do qual eu inclusive tenho uma cópia – é o queridinho dos críticos, sempre no topo de todas as enquetes, mas eu acho uma chatice. As performances dos atores são inúteis. A quantidade de respeito que esse filme tem é absolutamente inacreditável”.
Ingmar Bergman, cineasta sueco conhecido principalmente pelo filme “O Sétimo Selo”, sobre Orson Welles, seu colega de profissão.


2- Aquela porcaria de Batman

“Qualquer um que me conheça sabe que eu nunca leria uma história em quadrinhos. E, especialmente, eu nunca leria nada criado por Kevin Smith.”
Tim Burton – diretor de Edward Mãos de Tesoura, O Estranho Mundo de Jack, Batman – o Retorno e Planeta dos Macacos (entre outros) – falando sobre Kevin Smith, diretor de Dogma, O Balconista e Tartarugas Ninjas – o Retorno.
“O que, pra mim, explica aquela porcaria de Batman.”
Kevin Smith, respondendo Tim Burton.

3- Pobre Faulkner…

“Ele nunca foi famoso por usar uma palavra que leve o leitor a buscar o dicionário.”
William Faulkner, escritor estadunidense, sobre seu contemporâneo e também Nobel da Literatura, Ernest Hemingway.
“Pobre Faulkner. Ele realmente acha que grandes emoções vêm de longas palavras?”
Ernest Hemingway não deixou barato e também alfinetou Faulkner.


4- Escritor ou datilógrafo?

“Aquilo não é escrever, é digitar.”
Truman Capote, jornalista e escritor de A Sangue Frio e Bonequinha de Luxo, sobre Jack Kerouac, autor de Pé Na Estrada, livro ícone da Geração Beat nos Estados Unidos.

5. Estudante que coça espinhas

“[Ulysses é] o trabalho de um estudante enjoado que coça as próprias espinhas.”
Virginia Woolf, escritora britânica e um dos grandes nomes do modernismo, sobre a obra prima de James Joyce, escritor irlandês e considerado um dos grandes nomes da literatura do século XX.

6- Não consegue escrever nada de valor

“Tanto Rowling quanto Meyer estão falando diretamente para os jovens… a grande diferença é que Jo Rowling é uma escritora magnífica e Stephenie Meyer não consegue escrever nada de valor. Ela não é muito boa.”
Stephen King, grande escritor de horror da contemporâneidade, sobre a autora da série sobre Harry Potter e a escritora da saga Crepúsculo.

7- Bastardo!

“Que bastardo sem talento.”
Tchaikovsky, compositor russo de música clássica no período romântico, sobre Brahms, compositor alemão da mesma época.


8- Uma hiena

“Uma hiena que escreveu poesia em tumbas.”
Nietzsche (de novo) sobre o escritor clássico italiano Dante Alighieri.

Uau!! Quanta ferocidade, não é mesmo?


Fonte: Revista Super Interessante

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sexta-feira, 31 de maio de 2013

do autor



"Os textos, os livros, os discursos começaram efetivamente a ter autores (outros que não personagens míticas ou figuras sacralizadas e sacralizantes) na medida em que o autor se tornou passível de ser punido, isto é, na medida em que os discursos se tornaram transgressores."

(Michel Focault in: O que é um autor? Ed. Vega, p. 39)

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quarta-feira, 29 de maio de 2013

um enviado dos céus, ordenado por anjos



A escritora Luciana Hidalgo, autora dos livros "O passeador" e "Arthur Bispo do Rosário", publicados pela Rocco, irá palestrar sobre Autoficção na Uerj hoje, às 18h - bloco F, sala 11.111-D.

Participa da conferência o professor e escritor Gustavo Bernardo, cujo livro "Conversas com um professor de literatura" acaba de ser lançado pela Rocco.

"Ao se dizer um enviado dos céus, ordenado por anjos, Bispo apagou pegadas no mundo dos humanos e transformou a fronteira entre realidade e fantasia numa ilha sem importância. A mim, restou o equilíbrio instável entre os mundos. E a ideia, cada vez mais concreta, de que escrevia uma quase biografia, onde a verdade podia ser traiçoeira e o chamado delírio, por vezes tão real."

(Luciana Hidalgo in: Arthur Bispo do Rosário: o senhor do labirinto. Ed. Rocco, p. 5)

Imagem: Edward Burne Roger Jones

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