O hábito de juntar cadernos é - ou pelo menos era - com entre escritores. Ao longo dos últimos anos substituídos por arquivos gravados, muitos desses cadernos ainda sobrevivem em acervos pessoais, seja em casa de autores, seja confiados a instituições.
Elvia Bezerra na apresentação de: De um caderno cinzento, Paulo Mendes Campos. Companhia Das Letras, p. 7.
P.S.: parte do meu acervo de ideias ficcionais em cadernos/blocos na foto.
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quinta-feira, 23 de julho de 2015
terça-feira, 12 de novembro de 2013
segunda-feira, 25 de março de 2013
O blog fez 4 anos

Dia 20 de março este blog fez quatro anos. E eu confesso que esqueci da data. Nos anos anteriores eu comemorei com os leitores, sorteei livros, fiz bolo. Em 2013, diante de outras urgências, esqueci... Parte do meu esquecimento tem relação com o Facebook, já que posto por lá o conteúdo daqui e vice versa - e lá é mais ágil. Também não tenho tido tempo de passear pelos blogs amigos, comentar... Quem passa sempre aqui já deve ter percebido que nem tenho conseguido atualizar todos os dias. Sim, pois não há ctrl c + ctrl v no Vem cá Luísa... Eu digito cada texto, que vem dos meus sublinhados, escolho cada foto - tentando uma conexão com o texto -, faço tudo com a dedicação que eu acredito que mereça esse espaço virtual. Não tenho nada de grandioso para escrever hoje. Gostaria apenas de agradecer aos queridos leitores (muitos deles se tornaram conhecidos e amigos pessoais), por todas as formas de inspiração, aos livros, filmes e por tudo mais que faça a pena levantar da cama todos os dias. Abstrair sempre para não sucumbir. Quem acompanha o blog desde o começo sabe que muita coisa mudou aqui. Da mesma forma como mudou a blogueira. No entanto, lembro de ter prometido a alguma leitora ou leitor que o blog existiria enquanto eu respirasse. Pretendo cumprir a promessa. Obrigada a cada um que passou por aqui, que fez e faz parte dessa história. Aos mais de 2.400 seguidores, aos que seguem sem ter blog, a quase um milhão de acessos... Obrigada aos que acreditam na arte, que fazem algo por ela. Obrigada aos que escrevem livros, dirigem filmes, produzem roteiros, conduzem análises grandiosas...
E sim, "Cadernos de Luísa" estará nas livrarias esse ano ;)
Com todo meu afeto,
Vanessa Souza
http://www.facebook.com/vencaluisa
http://www.vemcaluisa.blogspot.com.br/
domingo, 26 de agosto de 2012
Do(s) adeus(es) - por Vanessa Souza
Do(s) adeus(es) - por Vanessa Souza Em janeiro de 2009, perdi meu terceiro avô (meu tio avô, irmão do meu avô paterno). Nesse momento estou em Santa Catarina, e minha última avó que restou (a materna) está muito doente. Procurando umas coisas antigas, encontrei um breve escrito, sobre o tio Artur - na época em que ele faleceu eu estava no Rio, com compromissos e não pude ir para a despedida final. Eis o texto, que mamãe leu na cerimônia fúnebre. "Ao velho Biguá Perder o tio Artur é perder o vó Bertolino mais uma vez. Isso porque considerava-o meu terceiro avô. E hoje, não tendo mais avô algum, sinto um vazio imenso, uma perda irreparável, que o tempo, que alguns dizem ser remédio para tudo, não vai curar. Só a ausência dos que amamos, e já se foram, fica mais suave com o tempo. Porém, esta lacuna está alí, não é esquecida. Quando minha avó Aurea faleceu, pensei que meu pai não suportaria tamanha dor. Foi o tio Artur quem ajudou-o a carregar o peso do desalento. O tio Artur, meu tio avô, era dessas pessoas para todas as horas: hora de compartilhar as mágoas, hora de dividir as alegrias. De tudo isso, ficaram coisas tão boas. A alegria de viver. Os "causos" divertidos que nos faziam chorar de rir. Os banquetes, servidos com muito afeto. E, sobretudo, quando ele nos dizia, assim que chegavámos no sítio dele: "- Quando vocês forem embora, daqui há um mês, não sei como vai ser." Ir embora, uns dois dias depois, sempre era difícil. O que podemos chamar de "casa", pode ser onde fica um pedaço do coração da gente. E parte do coração da minha família sempre vai morar em Angelina (SC), lá no sítio do tio Artur. Com amor, para meu tio avô. Meu avô. Vanessa"
P.S.: três anos já se passaram, e eu nunca mais fui no sítio, onde ainda tenho parentes distantes. Não consegui, sem o velho Biguá por lá. A gente faz o que pode, e eu não pude mais ir lá, sabendo que ele não vai nos receber.
Imagem: Leon Spilliaert
http://www.facebook.com/vencaluisa
P.S.: três anos já se passaram, e eu nunca mais fui no sítio, onde ainda tenho parentes distantes. Não consegui, sem o velho Biguá por lá. A gente faz o que pode, e eu não pude mais ir lá, sabendo que ele não vai nos receber.
Imagem: Leon Spilliaert
http://www.facebook.com/vencaluisa
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Carta para Isabella Catarina
Estava aqui olhando as fotos da Bella de novo... Pensei agora (e penso às vezes) que a infância é uma parte muito complicada da vida. A adolescência então, é um horror!
Sabes que eu fui uma criança melancólica, né? Acho que a mãe e o pai fazem de conta que eu fui feliz na infância, e às vezes fazer de conta é a melhor forma de não sofrer...
Bem, o ponto da questão é: quero que a Bella tenha uma infância MUITO feliz. Que entenda que a gente não pode tudo, que é preciso ser bacana com quem merece, que a gente pode ser indiferente para aqueles que não merecem que a gente seja legal, que veja que o mundo é uma imensidão de possibilidades. Sei que ela é sensível, e os sensíveis não passam impunes pela vida. Não acho legal impor uma religião ou ideologia para ela, enquanto ela não entender o que é isso. O catolicismo é uma máquina opressora criadora de culpas. Que ela entenda o que é legal e o que não é, mas não pela via do "papai do céu não gosta".
Sei que ela é sua filha, não minha. Mas esse pedacinho de gente é a pessoa que eu mais amo nesse mundo, e eu me preocupo muito com ela. Desejo que a Isabella tenha uma infância transbordante de alegria, enquanto detemos algum poder sobre a vida dela, as escolhas, os caminhos. Porque o que vem depois é demasiado pesado. O mundo é cheio de farpas e arestas, e haverá um dia em que nossa Pequena terá de desbravá-lo sozinha. Ela precisa saber que as palavras tem o significado que damos para elas - punhal ou felpudo. E quando alguém disser ou fizer algo que a magoe, que ela saiba que as pessoas são falhas, incompletas, cheias de vãos. Que ela também possa lidar com seus erros e tropeços. Tentar fazer o melhor é importante, mas nem sempre é possível encontrar a perfeição.
Espero que a Bella entenda que ela é a coisa mais importante do nosso mundo (você, eu, nossos pais...), mas que não é o centro do mundo para as outras pessoas. Imprima esse e-mail e guarde dentro de um livro, para ela ler quando puder entender tudo isso.
Com amor da tia/dinda,
Vane
P.S.: na semana passada mandei essa mensagem para minha irmã, que vai guardar para minha sobrinha Isabella (que tem 4 aninhos) ler, um dia.
domingo, 1 de julho de 2012
Já volto!
| Imagem: Soila Freese |
Julho é o último mês que tenho para concluir minha dissertação. Logo, preciso me dedicar MUITO. E neste mês, o blog entra no quesito "distração" - sobretudo para uma TDAH, rs. No perfil do blog no FB, vou colocar post´s antigos. Também não devo responder e-mails nesse meu "retiro acadêmico".
Volto em agosto. Não se percam de mim! ; - )
Já com saudades, deixo meu até breve e um beijo,
Vanessa
sábado, 30 de junho de 2012
sexta-feira, 29 de junho de 2012
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