sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A outra vida de Catherine M I


"(...) diria que me sinto como se tivesse dois corpos. Um é aquele onde moro, ou melhor, que transporto, como um molusco na sua concha, sem nunca ter sabido corretamente apreciar seu lugar no espaço... O outro é o corpo relacional, que me põe em contato mais ou menos estreito com os outros e que veicula uma imagem de mim, da qual afinal cada um dispõe ao seu modo".

(A outra vida de Catherine M., Catherine Millet)

Imagem: Egon Schiele

Mais EJ


"E assim vou correndo a Madison Avenue para o consultório do analista. Oh, Deus! Esta é a sua vida, Isadora Wing. Morando ainda na rua do West Side onde você foi criada. Dividindo sua vida entre a mesa de escrever e a mesa telefônica e o divã do analista. É essa a mulher que todo mundo inveja? É essa a mulher que se supõe ter a resposta? Pergunte a Katryn Kuhlman. Ou a Clara Boothe Luce. Ou a Helen Gurley Brown. Funde a sua própria religião. Faça curas pela fé. Comece uma revista. Essas pessoas têm respostas. Não os escritores. Somos pagos por nosso sofrimento. E nossos pesadelos. Somos pagos para vagar obscuramente da máquina de escrever ao forno de cozinha (onde ainda fazemos outro bule de café e observamos a nós mesmos irresolutamente que um dia desses teremos que esfregar o chão da cozinha). Daí voltamos. Ficamos paranóicos com a excessiva solidão e acreditamos que nossos editores estão nos dilacerando ou que nossos leitores estão nos aborrecendo. (...) Passamos tanto tempo sozinhos meditando, que nos tornamos obsedados por sexo, fama, quiméricas transações comerciais. Ansiamos por amor, ardemos por sexo, e, contudo, quando os alcançamos, dispomos deles rapidamente para que não interfiram em nossa escritura. A infelicidade é nosso elemento. Chegamos a acreditar que não podemos funcionar sem ela".

(Salve Sua Vida, Erica Jong)

Perder, ganhar



"Por te falar eu te assustarei e te perderei? Mas se eu não falar eu me perderei, e por me perder eu te perderia”

(Clarice Lispector)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Capeleti com manteiga de sálvia

500g de massa fresca
500 g abóbora japonesa
500 g pimentão vermelho
300 ml creme de leite fresco
Qb sal, pimenta-do-reino branca, noz moscada
150 g queijo parmesão
2 un. ovos
150 g. cebola
100 g. manteiga sem sal
40 g sálvia
Abrir a massa básica em tiras longas e iguais e preservar.Cortar a abóbora com casca e cozinhar em um pouco de água. Quando estiver bem cozido, retirar a casca com o auxílio de uma colher e passar pelo espremedor.
Temperar com sal, pimenta e noz moscada, levar ao fogo fazendo um purê. Rechear as tiras de massas com o purê de abóbora e fechar com as claras. Cozinhar os raviólis, em água com sal e dar um choque térmico com água fria.

Molho:
Derreter a manteiga e passar na sálvia.
Passar os raviólis nesta manteiga.
Servir com queijo parmesão.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Demanda - fragmento



"Em Por que as mulheres escrevem mais cartas do que enviam, Darian Leader narra uma história entre analista e analisando que ilustra muito bem o que é a demanda. O fato ocorreu com a psicanalista Helene Deutsch. Um dos pacientes de Helen, grande entendedor dos conceitos de psicanálise, acredita que ama de verdade sua analista – a própria Helen. Começa a oferecer-lhe presentes e convites para o teatro. As intervenções da analista parecem não fazer efeito sobre o suposto dono do amor.

“(...) até o momento em que ela se vira para ele e diz “O.K., quando é que você quer que eu inicie o processo de divórcio contra meu marido?” E isso, claro, vira o jogo. O coitado do homem se desilude. Às suas demandas contínuas, ela respondeu com a possibilidade de uma realização concreta, mostrando a ele que suas demandas não eram mais do que o veículo de um desejo, algo que não visava à satisfação. Ele queria demandar, e não conseguir o que demandava, de forma a manter a dimensão do desejo no lugar. A resposta de Deutsch ofereceu-lhe o colapso de sua tática, ao ameaçar a natureza real de suas investidas. O desejo tem que ser mantido além da dimensão da demanda. (LEADER, 1998, p. 104-5)

Leader afirma ainda, na mesma obra que, sempre que alguém demanda, recebe outra coisa no lugar. Como, por exemplo, na série de TV Fawlty Towers – programa de humor, exibida na década de 70 pela BBC2 – quando um hóspede pede uma omelete à espanhola, recebe um patê Maison (patê de fígado de frango). “Há uma incompatibilidade fundamental entre aquilo que se pede e aquilo que se quer”. (LEADER, 1998, p. 103)"

(O acontecer obscuro: cercando a histeria e a neurose obsessiva a partir do filme Esse obscuro objeto de desejo, p. 14, Vanessa Souza)

Imagem: Esse obscuro objeto de desejo.

Sobre Humbert Humbert


"Como tantos personagens nabokovianos, Humbert Humbert é um homem obcecado por um passado irrecuperável. (...) O tempo é o que Humbert procura abolir. O tempo é o inimigo de todos os amantes. Nabokov captou a essência da obsessão tanto quanto Thomas Mann em Morte em Veneza. A obsessão tem uma vida própria; o objeto da obsessão, não importa o quanto insubstituível e particular possa parecer, pode mudar, embora esteja na natureza da obsessão não reconhecer isso".

(O que as mulheres querem?, Erica Jong)

Bolo de chocolate sem farinha de trigo


Ingredientes:
6 ovos
8 colheres (sopa) de chocolate em pó
6 colheres (sopa) de açucar
3 colheres (sopa) margarina s/ sal
1 pacote de coco ralado (100gramas)
1 colher (sopa) fermento em pó

*

Preparo:
Bata no liquidificador, os ovos, o açucar, o chocolate em pó e a margarina, depois acrescente o coco e o fermento, bata mais uma vez.Coloque em forma untada com margarina e polvilhada com achocolatado em pó.Leve para assar até que fique "dourado".

*

Cobertura:
1 caixa de creme de leite
4 colheres (sopa) de chocolate em pó
2 colheres (sopa) de açucar
2 colheres (sopa) de margarina

*

Preparo:
Leve ao fogo, quando começar a ferver, desligue e coloque em cima do bolo ainda quente.



Pesquei a receita em: http://divinagulareceitas.blogspot.com
O bolo fui eu que fiz :)

Abraccio















"Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar esta pessoa de nossos sonhos e abraçá-la".


(Clarice Lispector)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Grandes













"Sorvi meu capuccino com prazer, saboreando a adocida espuma. Se pudéssemos viver apenas os curtos momentos que permanecessem transitoriamente nas pupilas gustativas, pensei, como a vida seria mais gratificante. O problema é que queremos demais. Grandes paixões, grandes movimentos históricos, a necessidade de possuir coisas, pessoas, casas".

(Sereníssima, Erica Jong)

Achado











"Queria apenas tentar viver aquilo que brotava espontaneamente de mim. Por que isso me era tão difícil?".

(Herman Hesse - frase achada em uma pasta transparente)

Medo de Voar, EJ



















"- Com que você tem de se preocupar?
- Tudo. (...) Costumo entrar em panes frequentes. Entro em depressões horrorosas e quase me falta o ar. Além disso, homem nenhum quer estar preso a uma escritora. As escritoras são um risco. Elas sonham acordadas, quando deviam estar cozinhando. Preocupam-se com livros, em vez de se preocuparem com bebês. (...)
- Meu Deus! Você é uma feminista e tanto!
- Oh, eu sei falar direitinho, e até acho que acredito nisso, mas em segredo eu sou como a menina na História de O. Quero sujeitar-me a algum brutamontes. "Toda mulher adora um fascista", como diz Sylvia Plath. Eu me sinto culpada em escrever poemas, quando devia estar cozinhando. Sinto-me culpada por tudo. Você não precisa bater na mulher se sabe fazer com que ela se sinta culpada. (...) As mulheres são as maiores inimigas delas próprias. E a culpa constitui a arma principal na autotortura.
(...)
- Sabe de uma coisa? Para uma mulher inteligente, você é idiota.
- Aí está uma das coisas mais lindas que alguém já disse".
(Medo de Voar, Erica Jong)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Salada de parma com pêra e figos grelhados


Ingredientes:
- 3 unidades de peras firmes e maduras
- 50 g de manteiga para grelhar
- Quanto baste de folhas diversas (alface, rúcula, alface roxa, alface romana, chicória, etc)
- 2 col. sopa de vinagre
- 2 col. sopa de azeite de oliva
- 1 col. sopa de mostarda amarela
- Sal e pimenta a gosto
- 2 col. sopa de mel
- Canela em pó a gosto
- 1 col. sopa de sopa de pimenta rosa para decorar

Preparo:
- Retire o talo das pêras e descasque-as. Corte-as ao meio e elimine as sementes. Corte cada metade em 4 gomos. Leve para grelhar e reserve.
- Rasgue as folhas verdes grosseiramente, coloque em uma tigela e tempere com vinagre, azeite, mostarda, sal e pimenta-do-reino.
- Distribua em quatro pratos individuais.
- Corte as fatias de presunto de parma em tiras finas e distribua sobre a salada.
- Corte os figos ao meio, passe no mel, polvilhe canela e leve à frigideira até ficar dourado.
- Distribua os gomos de pêra e o figo decorativamente em cada prato, salpique com um pouco de pimenta rosa e sirva.

Freud e Deus

SEMANA ERICA JONG - Nuvens doces


"Mas o amor faz você se sentir tão livre que você nunca pára para questionar a tolice. Você corre nas nuvens. Sua vida parece ter significado pela primeira vez. O amor pode ser um lugar-comum, mas o amante não é um esnobe. Não importa quantas vezes o amor possa ter existido antes, ele é novo para quem ama".

(Memória Inventada, Erica Jong)

domingo, 13 de dezembro de 2009

Assistindo esta tarde


"- Acredita em mim? - Sybil pergunta.
- Querida, eu acredito no que você acredita - responde Cornelia Wilbur, sua psicanalista".

(Do filme Sybil, MUITO BOM!)