A crônica da Casa Assassinada
de Lúcio Cardoso
Direção Gabriel Villela
Com: Xuxa Lopes, Cacá Toledo, Flávio Tolezani, Helio Souto Jr. , Letícia Teixeira, Marco Furlan, Maria do Carmo Soares, Pedro Henrique Moutinho, Rogério Romera, Sérgio Rufino
Faixa etária : 16 anos - em cartaz até amanhã.
Teatro da Maison de France // Avenida Presidente Antônio Carlos, 58. Rio de Janeiro // Info. (21) 2544 2533
Assista um pouco aqui
sábado, 16 de julho de 2011
dos desejos
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Como as pessoas que somos, e que vão saindo umas de dentro das outras ao longo dos anos
"(...) pequenas promessas prontas a explodir. Mas não explodiam: seguiam sendo promessas, simples promessas de outra maçã dentro daquela maçã, como as bonecas russas que vão saindo umas de dentro das outras. Como as pessoas que somos, e que vão saindo umas de dentro das outras ao longo dos anos. Ao longo das horas."
(Adriana Lisboa in: Um beijo de colombina. Ed. Rocco, p. 14)
(Adriana Lisboa in: Um beijo de colombina. Ed. Rocco, p. 14)
serve para isso
"Enquanto era preparada a Cicuta, Sócrates estava aprendendo uma ária com a flauta. 'Para que lhe servirá?', perguntaram-lhe. 'Para aprender esta ária antes de morrer'".
(Cioran)
(Cioran)
quinta-feira, 14 de julho de 2011
sim, ficariam
“Ficariam as marcas depois? Ele sabia que sim. Nenhuma cola conseguiria apagar os sinais da queda, da quebra. Ficariam sempre as arestas, ferindo feito espinhos - nem na morte a rosa se livraria da sua sina de ferir. Para sempre o sinal da junção dos pedaços, uma cicatriz fina, persistente e tortuosa que ele acompanharia com o dedo, devagar, sem nunca encontrar a saída. Porque estava num labirinto”.
(Caio F.)
(Caio F.)
Não é indispensável que aquele que bebe abdique da razão, mas o amante que conserva a sua não obedece inteiramente ao deus do amor
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| Anna Karenina |
(Marguerite Yourcenar in Memórias de Adriano. P. 20-21. Ed. Nova Fronteira)
Surrupiado daqui.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
"Eu tenho uma saudade às vezes fodida dela". (Vinicius de Moraes)
Para os saudosos irremediáveis.
Que fazer?
Canto.
"Eu tinha uma vontade de chegar e tocar aquela campainha na casa dela. (...) eu tenho medo que ela me receba mal pra caralho, porra." (Vinicius de Moraes)
Que fazer?
Canto.
"Eu tinha uma vontade de chegar e tocar aquela campainha na casa dela. (...) eu tenho medo que ela me receba mal pra caralho, porra." (Vinicius de Moraes)
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"Depois da última troca de palavras, ele se retirou vagarosamente. Como um ponto e vírgula em um romance de oitocentas páginas."
(David Foenkinos in: A delicadeza. Ed. Rocco, p. 76-77)
(David Foenkinos in: A delicadeza. Ed. Rocco, p. 76-77)
Um mantra
"Nada mais vai me ferir
É que eu já me acostumei
Com a estrada errada
Que eu segui
E com a minha própria lei..."
(Andrea Doria, Legião Urbana)
É que eu já me acostumei
Com a estrada errada
Que eu segui
E com a minha própria lei..."
(Andrea Doria, Legião Urbana)
não são
"Não era a primeira vez que eu reconhecia que as criaturas que amam não são as mesmas criaturas que gozam".
(Marcel Proust in: Em busca do tempo perdido vol. 2 - À sombra das raparigas em flor.Tradução de Mario Quintana. Ed. Globo, p. 270)
(Marcel Proust in: Em busca do tempo perdido vol. 2 - À sombra das raparigas em flor.Tradução de Mario Quintana. Ed. Globo, p. 270)
terça-feira, 12 de julho de 2011
como o Booz de Victor Hugo
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| 500 days of Summer |
(Marcel Proust in: Em busca do tempo perdido vol. 3 - O caminho de Guermantes.Tradução de Mario Quintana. Ed. Globo, p. 437-438)
Marco Antônio e Cleópatra – derrotados por Baco
Cleópatra e Marco Antônio não eram o Pink e Cérebro (os ratinhos do desenho animado), mas queriam dominar o mundo. Cleópatra, que segundo Plutarco (historiador) não era aquela beldade que o cinema mostrou. No entanto, era um poço de cultura: falava mais de dez idiomas e discutia com os sábios da corte acerca de filosofia, matemática e astronomia. De igual para igual.
A rainha do Egito, considerada a reencarnação da deusa Ísis na terra, teve dois grandes amores: Júlio César e Marco Antônio. A ambos devotou sua riqueza, lealdade, filhos e, ao final, a vida. E aonde entra a bebida aqui?
Já casado com Cleópatra, Marco Antônio viveu anos desregrados em sua corte. Resultado: virou um velho barrigudo, grande bebedor de boa birita envelhecida em tonéis de carvalho (sim, bebida em excesso acaba com qualquer grande homem). Enquanto a mulher cuidava em encomendar navios para o Egito, Marco Antônio esperava ficarem prontos e bebia.
Bebeu tanto que estava embriagado demais no dia do grande golpe de estado que havia traçado com a esposa. Cleópatra, fez de conta que desertava de sua terra. Marco Antônio esqueceu do plano, achou que a amada foi mesmo embora e rumou aos prantos atrás dela, num barco mal preparado. E assim, ambos deixaram o palco da vida para entrar para a história: Cléo, deixando-se picar por uma áspide (sobra de veneno rápido e letal) e Marco pede que um criado lhe crave uma espada (não sem antes beber duas jarras de vinho, para dormir).
Texto: Vanessa Souza Moraes
Fonte: Tavares, Ulisses. Hic!stórias – os maiores porres da história da humanidade. Ed. Panda Books.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
sinfonia muda
"Não quero deixá-lo com estas palavras. Nada de dissonâncias, antes do silêncio eterno do acorde dominante."
(Marcel Proust in: Em busca do tempo perdido vol. 3 - O caminho de Guermantes.Tradução de Mario Quintana. Ed. Globo, p. 439)
(Marcel Proust in: Em busca do tempo perdido vol. 3 - O caminho de Guermantes.Tradução de Mario Quintana. Ed. Globo, p. 439)
separar-se do resto do mundo para, por assim dizer, recriar o mundo em papel e tinta
Edgar Allan Poe
Os crimes da rua Morgue e O Corvo são livros que fizeram do escritor e poeta norte-americano Edgar Allan Poe figurar entre os grandes da literatura. Grande também foi a forma como Poe esgotou rapidamente sua vida (morreu aos 40 anos, em 1849).
Grande apreciar de álcool, a bebida o fazia aflorar um outro lado de Poe, fantasioso e mentiroso. Conta-se que dava palestras e escrevia artigos que pareciam, apenas aparentavam, ter profundas reflexões e pesquisas meticulosas. No fim das contas, era tudo papo de bêbado. Poe citava autores imaginários, inventava citações em idiomas que ele desconhecia e o pior disso tudo, acreditava em seus próprios delírios.
Quase antes de morrer, estava certo de que havia descoberto a verdade mística absoluta, espalhando aos quatro ventos que era o principal filósofo do século. Não recebia o total desprezo por sua megalomania por ter criado contos e poemas verdadeiramente grandiosos.
“O que o desmoralizava eram os porres em público: passava dias vagando pela cidade, com roupas transformadas em farrapos, às vezes totalmente nu, dormindo nas sarjetas e gritando discursos sobre a evolução do universo.” (p. 244)
Por duas vezes Poe (que era viúvo e pobre) quase se casou com jovens ricas. Os noivados duravam poucos dias, como sua capacidade de deixar de beber.
Ao ser levado ao hospital onde faleceu, foi raptado e roubado no caminho. Seu estado era tão sério que nem lembrava do próprio nome. Minutos antes de morrer, proferiu as seguintes palavras: “Ó Deus!... Tudo que vemos ou julgamos ser. Não passa de um sonho dentro de um sonho?”
Texto: Vanessa Souza Moraes
Fonte: Tavares, Ulisses. Hic!stórias – os maiores porres da história da humanidade. Ed. Panda Books.
Grande apreciar de álcool, a bebida o fazia aflorar um outro lado de Poe, fantasioso e mentiroso. Conta-se que dava palestras e escrevia artigos que pareciam, apenas aparentavam, ter profundas reflexões e pesquisas meticulosas. No fim das contas, era tudo papo de bêbado. Poe citava autores imaginários, inventava citações em idiomas que ele desconhecia e o pior disso tudo, acreditava em seus próprios delírios.
Quase antes de morrer, estava certo de que havia descoberto a verdade mística absoluta, espalhando aos quatro ventos que era o principal filósofo do século. Não recebia o total desprezo por sua megalomania por ter criado contos e poemas verdadeiramente grandiosos.
“O que o desmoralizava eram os porres em público: passava dias vagando pela cidade, com roupas transformadas em farrapos, às vezes totalmente nu, dormindo nas sarjetas e gritando discursos sobre a evolução do universo.” (p. 244)
Por duas vezes Poe (que era viúvo e pobre) quase se casou com jovens ricas. Os noivados duravam poucos dias, como sua capacidade de deixar de beber.
Ao ser levado ao hospital onde faleceu, foi raptado e roubado no caminho. Seu estado era tão sério que nem lembrava do próprio nome. Minutos antes de morrer, proferiu as seguintes palavras: “Ó Deus!... Tudo que vemos ou julgamos ser. Não passa de um sonho dentro de um sonho?”
Texto: Vanessa Souza Moraes
Fonte: Tavares, Ulisses. Hic!stórias – os maiores porres da história da humanidade. Ed. Panda Books.
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