quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Com reverência, foi a palavra que ela usou


“Yukiko e suas mãos. Estivemos juntos poucas vezes. Vezes de menos. Durante um tempo longo demais. Sempre à tarde. Na primeira tarde eu usei as mãos para tirar a roupa de Yukiko como se cumprisse um ritual sagrado. Com reverência, foi a palavra que ela usou, depois, para descrever – me descrever.”

(Adriana Lisboa in: Rakushisha. Ed. Rocco, p. 66)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Sobre o poliamor - Regina Navarro Lins e Paula Toller


Revista Lola: E por que você acredita na tendência do aumento das relações poliamorosas?
Regina Navarro Lins (psicanalista): Porque, na realidade, podemos amar várias pessoas ao mesmo tempo, com a mesma intensidade, do mesmo jeito ou diferente. Isso acontece o tempo todo. O amor romântico saindo de cena leva com ele a exigência de exclusividade, o que favorece o poliamor.

(Publicado na revista Lola, janeiro de 2011, ano 1, número 4, p. 146, Ed. Abril)

Paula Toller também cantou algo assim. Ouça aqui.

Do achismo à certeza


“- Acho que vou te beijar.
- Quando vai saber com certeza?

(Do filme: Flor de cacto)

O amor é insaciável (Carpinejar)




“Não existe amor errado. Existe somente amor que não se convenceu.
(...) Não concordo com o hábito de ser pessimista para não sofrer depois. O pessimista sofre duas vezes, antecipando e cumprindo. O otimista, no máximo, sofre uma única vez. E nem sempre se aprende com o sofrimento. Já vi gente que sofre barbaridade e não muda nada. Sofre e termina mais egoísta, mais cético, mais isolado, mais frio. Pode-se aprender com alegria, não? A alegria ensina, ainda mais depois das dificuldades.
(...) O amor é insaciável. Quanto mais obtém mais quer. Diferente da amizade que não aposta alto e se contenta em proteger o que obteve em vida. A amizade larga a roleta ao empenhar um único lance. O amor não. O amor se endivida até pedir falência. O amor tem uma fome obscena, pois devora a própria memória se necessário, devora a própria imaginação se preciso.”

(Carpinejar in: O amor esquece de começar. Crônica: Bodas ou apocalipse? Ed.Bertrand Brasil, p. 98-99)

domingo, 9 de janeiro de 2011

Sobre a verificação de letras nos comentários


Há tempos, comentei aqui que não gosto de entrar em blogs que me invadem com músicas, quando estou eu ouvindo outras músicas, as minhas. Sei que alguns devem ter prazer em dividir suas trilhas sonoras pessoais (a gente sente prazer em compartilhar o que gosta, normalmente). No entanto, com uma grande diversidade de preferências e ritmos, em meio a tantos leitores que os blogs recebem diariamente, não raro o que é sinfonia para uns, pode ser poluição sonora para outros. Altamente irritante. Em alguns post´s aqui no "Vem cá Luísa..." eu coloco o link da música no Youtube, cabe ao leitor clicar e ouvir, se assim desejar. Deixar o benefício da escolha, penso eu, é um respeito ao espaço do outro.

Tenho pensado em outra coisa que acho chatíssima no blogosfera: verificação de letras em comentários.
Eu tento sempre poupar meus leitores das chatices - que já são um mar de coisas nessa vida. A verificação de letras faz a gente perder segundos preciosos, quando há tantos blogs lindos-de-viver a serem lidos.

Sei que alguns podem dizer: "Ah, mas e os spams? E as mensagens coletivas? E os comentários que não dizem o menor respeito ao post?".
São de péssimo tom enviar, e eu sempre espero não recebê-los.
No entanto, se eu os recebo vezenquando, prefiro eu ter o trabalho de deletá-los - ou não, que permaneçam - do que fazer meus caríssimos leitores decifrarem letrinhas embaralhadas cada vez que comentam em cada post - e quem passa aqui todos os dias, sabe que eu atualizo o blog mais de uma vez ao dia.

A leitura dos blogs deve ser deleite, não tortura aos olhos, nem aos ouvidos ;)

Com o afeto de sempre,
Vanessa

P.S.: para tirar a ferramenta de tortura chamada "confirmação de palavras nos comentários", faça o seguinte (a 'tia' aqui criou um passo-a-passo):
1) Vá em configurações.
2) Vá em comentários.
3) Vá em "Exibir uma confirmação de palavras para os comentários?"
4) Clique em: NÃO.
5) Clique em salvar configurações.
Pronto!
A "Vá" agradece, rs.

Mais um beijo quando para você não é apenas mais um beijo


“Ele me beijou. Eu correspondi, ao menos fiz um esforço para corresponder. É estranho beijar alguém que você pretende abandonar. Mais um beijo quando para você não é apenas mais um beijo.”

(Carola Saavedra in: Paisagem com dromedários. Ed. Companhia das Letras, p. 154)

Imagem: Klimt.

sábado, 8 de janeiro de 2011

O amor, apesar do que dizem, não vence tudo. Nem mesmo costuma durar.


“- Deixe-me te ensinar algo sobre o amor, certo? Claro que há exceções para o que vou dizer, são exceções, não a regra. O amor, apesar do que dizem, não vence tudo. Nem mesmo costuma durar. No final, as aspirações românticas da nossa juventude são reduzidas ao que pode dar certo. Entendeu?”

(Do filme: Tudo pode dar certo. Direção de Woody Allen)

o que não cessamos de dissimular


"Que faríamos sem Sade, Mishima, Jean Genet, Pasolini, Hithcock e muitos outros que nos deram as obras mais refinadas possíveis? Que faríamos se não pudéssemos apontar como bodes expiatórios - isto é, perversos - aqueles que aceitam em traduzir em estranhas atitudes as tendências inconfessáveis que nos habitam e que recalcamos?
Sejam sublimes quando se voltam para a arte, a criação ou a mística, sejam abjetos quando se entregam às suas pulsões assassinas, os perversos são uma parte de nós mesmos, uma parte de nossa humanidade, pois exibem o que não cessamos de dissimular: nossa própria negatividade, a parte obscura de nós mesmos."

(A parte obscura de nós mesmos - uma história dos perversos, Elisabeth Roudinesco, Ed. Zahar, p. 13)

Vinte anos é também a idade em que se subverte a dimensão real das coisas


"Eu gostaria de ver a neve, ele falou, infantil, e Maria Inês sugeriu por que você não vai visitar eles, o que entristeceu um pouco Tomás: e ficar longe de você?
Vinte anos é também a idade em que se subverte a dimensão real das coisas. Em que o mundo é observado com lentes que distorcem, e tudo fica semelhante àquelas imagens de espelhos de parques de diversão."

(Sinfonia em Branco, Adriana Lisboa, p. 115, Ed. Rocco)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

não é não...


" - Falar sem parar não é necessariamente se comunicar."

(Do filme: Brilho eterno de uma mente sem lembranças)

#11 sorteio de livro no blog



A Ciça Moura doou ontem um livro - de sua extensa biblioteca pessoal - para ser sorteado aqui.

Título: O diabo veste Prada
Autora: Lauren Weisberger
Editora: Record

Mesmo método de sempre para concorrer:

*Colocar nome completo, e-mail e ser seguidor do "Vem cá Luísa, me dá tua mão".

Só vale para quem mora no Brasil.

O resultado sai dia 01 de fevereiro.

mas e eu com isso?


“Minha vida tem sido mais ou menos legal. (...) Ela já telefonou para voltar, mas jamais estarei em casa. Ela é distinta; mas e eu com isso? Não posso abrigar todas as pessoas distintas no meu pobre seio...”

(Carta de Clarice Lispector para Elisa Lispector – Nápoles, 13/12/44. Extraído de: Minhas queridas – Clarice Lispector, org. Teresa Montero, Ed. Rocco, p. 59)

Resolvido - sobre o post anterior



A "fofa" que havia usado minhas fotos e um perfil antigo do meu Orkut para flertar virtualmente, deletou o perfil criminoso. Ou o Orkut o fez, embora eu não creio que eles devam ter sido tão rápidos assim. Espero não ter mais que perder meu tempo com essa parte da estupidez humana.
Agradeço aos leitores que foram tão gentis no post anterior. Esse blog só faz sentido - em um mundo repleto de gentes medíocres - por causa de vocês.
Com todo meu afeto,
Vanessa

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Eu não tenho orkut - crime virtual

Caros,

Aconteceu uma coisa super chata comigo.

Uma pesssoa, cometendo um crime virtual, criou um perfil fake com fotos e informações minhas - tiradas de um perfil que há tempos eu deletei no Orkut.

O perfil da criatura é este aqui:
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=3429402843410969933

Meus amigos estão denunciando via Orkut, e gostaria que vocês que possuem Orkut, façam o mesmo. Assim a coisa é logo resolvida.

Além disso, ela (se é que é uma mulher) anda paquerando pelo mundo virtual, usando minhas fotos. Descobri essa palhaçada através de uma leitora do blog. Abaixo, provas do "delito". E não deixem de observar: em uma das únicas coisas que a 'fofa' escreveu, assassinou o Aurélio - no local da cidade onde mora.

Obrigada e beijos,
Vanessa-muito-chateada





Sei. Tem uma batida pesada.


"- Eu sei.
- Sabe o quê, Dominick?
- Ruth. Eu sei.
Silêncio.
- Eu sei. - De novo. E de novo silêncio. Quem cala consente. No conhecimento que eu teria escondido dele.
Sei. Tem uma batida pesada. Será que eu deveria dizer: "Sinto muito?" Mentir de novo. Escolho o caminho dos covardes. Não digo nada."

(Pecado, Josephine Hart, Ed. Círculo do Livro, p. 78)