quarta-feira, 26 de junho de 2013

trocas de insultos entre intelectuais famosos

Curiosidades

08 trocas de insultos entre intelectuais famosos

Nesta lista, compilamos apenas algumas, entre as milhares de rusgas entre cineastas, escritores e compositores que permearam a história.

1- Ele é um embuste

“Pra mim, ele é um embuste. É vazio, não é interessante, está morto. Cidadão Kane, filme do qual eu inclusive tenho uma cópia – é o queridinho dos críticos, sempre no topo de todas as enquetes, mas eu acho uma chatice. As performances dos atores são inúteis. A quantidade de respeito que esse filme tem é absolutamente inacreditável”.
Ingmar Bergman, cineasta sueco conhecido principalmente pelo filme “O Sétimo Selo”, sobre Orson Welles, seu colega de profissão.


2- Aquela porcaria de Batman

“Qualquer um que me conheça sabe que eu nunca leria uma história em quadrinhos. E, especialmente, eu nunca leria nada criado por Kevin Smith.”
Tim Burton – diretor de Edward Mãos de Tesoura, O Estranho Mundo de Jack, Batman – o Retorno e Planeta dos Macacos (entre outros) – falando sobre Kevin Smith, diretor de Dogma, O Balconista e Tartarugas Ninjas – o Retorno.
“O que, pra mim, explica aquela porcaria de Batman.”
Kevin Smith, respondendo Tim Burton.

3- Pobre Faulkner…

“Ele nunca foi famoso por usar uma palavra que leve o leitor a buscar o dicionário.”
William Faulkner, escritor estadunidense, sobre seu contemporâneo e também Nobel da Literatura, Ernest Hemingway.
“Pobre Faulkner. Ele realmente acha que grandes emoções vêm de longas palavras?”
Ernest Hemingway não deixou barato e também alfinetou Faulkner.


4- Escritor ou datilógrafo?

“Aquilo não é escrever, é digitar.”
Truman Capote, jornalista e escritor de A Sangue Frio e Bonequinha de Luxo, sobre Jack Kerouac, autor de Pé Na Estrada, livro ícone da Geração Beat nos Estados Unidos.

5. Estudante que coça espinhas

“[Ulysses é] o trabalho de um estudante enjoado que coça as próprias espinhas.”
Virginia Woolf, escritora britânica e um dos grandes nomes do modernismo, sobre a obra prima de James Joyce, escritor irlandês e considerado um dos grandes nomes da literatura do século XX.

6- Não consegue escrever nada de valor

“Tanto Rowling quanto Meyer estão falando diretamente para os jovens… a grande diferença é que Jo Rowling é uma escritora magnífica e Stephenie Meyer não consegue escrever nada de valor. Ela não é muito boa.”
Stephen King, grande escritor de horror da contemporâneidade, sobre a autora da série sobre Harry Potter e a escritora da saga Crepúsculo.

7- Bastardo!

“Que bastardo sem talento.”
Tchaikovsky, compositor russo de música clássica no período romântico, sobre Brahms, compositor alemão da mesma época.


8- Uma hiena

“Uma hiena que escreveu poesia em tumbas.”
Nietzsche (de novo) sobre o escritor clássico italiano Dante Alighieri.

Uau!! Quanta ferocidade, não é mesmo?


Fonte: Revista Super Interessante

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terça-feira, 25 de junho de 2013

ondas renovadas e repentinas


"(...) sentou-se em silêncio (...), em estado de profunda felicidade. Descobria que ficar apaixonado não era uma condição estável, mas uma série de ondas renovadas e repentinas, e (...)passava por uma agora."

(Ian McEwan in: Na praia. Ed. Companhia das Letras, p. 98)

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domingo, 23 de junho de 2013

E quanto a amar, amar-se-ia mais do que nunca


"Pode-se às vezes encontrar de novo uma criatura, mas não abolir o tempo. Até o dia imprevisto, e triste como uma noite, em que já não se procura a essa jovem, nem a qualquer outra, e em que encontrá-la chegaria até a assustar-nos. Pois já não nos sentimos com suficientes atrativos para agradar, nem com forças para amar. Não que a gente esteja, está visto, no sentido próprio do termo, impotente. E quanto a amar, amar-se-ia mais do que nunca. Mas sente-se que é uma empresa demasiado grande para o pouco de forças que nos restam."

(Marcel Proust in: Em busca do tempo perdido vol. 4 - Sodoma e Gomorra. Tradução de Mario Quintana. Ed. Globo, p. 225)

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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Ou então ambas as coisas


"Mesmo que eu saiba que, na verdade, é exatamente o contrário disso que acontece: nem as minhas fronteiras são fronteiras. Digo mão e volante do carro, mas existe uma zona nebulosa em que o mundo não é nem bem mão, nem bem volante do carro, ou então é ambas as coisas. Nem bem onda, nem vem esteira. Nem bem mar, nem bem areia.Ou então ambas as coisas."

(Adriana Lisboa in: Um beijo de colombina)

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quarta-feira, 19 de junho de 2013

nenhuma novidade


"Ernest Jones relata que o início de seu relacionamento com Freud, e antes de conhecer sua aversão por Viena, dissera inocentemente certa vez que devia ser apaixonante morar numa cidade tão repleta de novas ideias. Para sua grande surpresa, Freud se erguera de um salto e protestara secamente: “Eis que estou aqui há cinqüenta anos, e jamais encontrei uma única idéia nova!”

Jacques Le Rider in: A Modernidade Vienense e as Crises de Identidade. Ed. Civilização Brasileira, p. 29)

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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Quem sabe?


"Ou talvez ela devesse discutir consigo mesma por que, cinco anos passados, ele ainda ficava estacionado nos seus pensamentos como um soldado numa base militar.
Arranje outra pessoa, disse Rita.
E ela arranjou outra pessoa, em mais de uma ocasião, mas Max não foi transferido da base. A outra pessoa acabou desistindo, como era de se esperar. O soldado raso ganhava dos recrutas na queda de braço.
Não havia muito o que fazer, talvez, além de esperar que mais tempo passasse. Quem sabe cinco anos não tivessem sido suficientes."

(Adriana Lisboa in: Hanói. Ed. Alfaguara, p. 141)

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Vanessa

segunda-feira, 10 de junho de 2013

do tempo



"Ou talvez ela devesse discutir consigo mesma por que, cinco anos passados, ele ainda ficava estacionado nos seus pensamentos como um soldado numa base militar.
Arranje outra pessoa, disse Rita.
E ela arranjou outra pessoa, em mais de uma ocasião, mas Max não foi transferido da base. A outra pessoa acabou desistindo, como era de se esperar. O soldado raso ganhava dos recrutas na queda de braço.
Não havia muito o que fazer, talvez, além de esperar que mais tempo passasse. Quem sabe cinco anos não tivessem sido suficientes."

(Adriana Lisboa in: Hanói. Ed. Alfaguara, p. 141)

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sexta-feira, 7 de junho de 2013

antes, depois - Proust




"(...) e parecendo estabelecer entre ambos uma espécie de laço romanesco, o que o fizera sorrir. Mas na idade já um pouco desenganada de que se aproximava Swann e em que a gente sabe contentar-se em estar enamorado pelo simples prazer de o estar, sem exigir em troca, essa união dos corações, se já não é, como na primeira juventude, o fim a que tende necessariamente o amor, lhe fica ligada por tão forte associação de ideias que pode tornar-se a sua causa, quando se apresenta antes dele. Antes, sonhava-se possuir o coração de uma mulher amada; mais tarde, sentir que se possui o coração de uma mulher pode bastar para que nos enamoremos dela".

(Proust in: No Caminho de Swann. Tradução de Mario Quintana, ed. Globo, p. 195)

Imagem: Un amour de Swann

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quinta-feira, 6 de junho de 2013

a única coisa que conta é o próprio transporte



"O desejo não faz acepção de objeto. Quando um prostituto olhava Abou Nowas, Abou Nowas lia em seu olhar não o desejo de dinheiro, mas simplesmente o desejo - e isso o emocionava. Que isto sirva de apólogo a toda a ciência do deslocamento: pouco importa o sentido transportado, pouco importam os termos do trajeto: a única coisa que conta - e fundamenta a metáfora - é o próprio transporte."

(Roland Barthes por Roland Barthes. Ed. Cultrix, p. 132-133)

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quarta-feira, 5 de junho de 2013

esse abuso de emoções parecia-me tão entediante


"Era a ilusão de que seria possível conhecê-la realmente que me enfeitiçava; mas agora percebo que ela não era realmente uma mulher, mas a encarnação da Mulher, que não admitia vínculo algum com a sociedade em que vivíamos. 'Busco uma vida que valha a pena ser vivida. (...) Mais adiante, quando comecei a cansar dela, esse abuso de emoções parecia-me tão entediante... (...)De qualquer modo, era muito frequente escutar o frasco de remédios para dormir sendo aberto e o ruído delicado dos comprimidos caindo no copo."

(Lawrence Durrel in: O Quarteto de Alexandria - Justine. Ed. Ediouro, p. 66-67)

Imagem: Meredith Frampton

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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Do que interessa na infância, Barthes


"Do passado, é minha infância que mais me fascina; somente ela, quando a olho, não me traz o pesar do tempo abolido. Pois não é o irreversível que nela descubro, é o irredutível: tudo o que ainda está em mim, por acessos; na criança, leio a corpo descoberto o avesso negro de mim mesmo, o tédio, a vulnerabilidade, a aptidão aos desesperos (felizmente plurais), a emoção interna, cortada, para sua infelicidade, de toda expressão."

(Roland Barthes por Roland Barthes. Ed. Cultrix, p. 28)

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sábado, 1 de junho de 2013

peste dos anjos



“À minha pergunta – você vai?, o apaixonado Aristides respondeu, cheio de brios, escandindo o seu refrão: amor, quando aparece, é como a peste dos anjos”.

(Godofredo de Oliveira Neto in: Menino oculto. Ed. Record, 2005, p. 165)

Imagem: Belle de Jour

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