quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A escritura dá conta do que a gente quer passar?


“Voar e experimentar essa sensação de liberdade falta à gente.
Se escrever recupera.
A sensação de liberdade?
Pelo menos em parte.
Mas escrevendo o quê?
Mitos, histórias milenares, amores tântalos, ódios calados, culpas.
A escritura dá conta do que a gente quer passar?
Dar conta do real não dá, mas vai desbravando, tentando, tateando, força bruta, lapidação indagada, queda, depressão, volta, retrabalho, assim, quente, como o sangue estuante bombado sem parar. Escrever só a partir de leituras, escrituras de autores, a biblioteca universal.”

(Godofredo De Oliveira Neto in: Extratextos 1 – Clarice Lispector, personagens reescritos. Escrito: É duro como regrar rochas. Org.: Luis Maffei e Mayara R. Guimarães, Editora: Oficina Raquel)

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